O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu uma proposta para ampliar a prestação de contas das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs, nas eleições de 2026. A medida visa aumentar a transparência e combater a desinformação durante o processo eleitoral.
Proposta em análise
A proposta, encaminhada ao TSE, sugere que as plataformas digitais forneçam informações detalhadas sobre gastos com publicidade política, impulsionamento de conteúdo e moderação de postagens. O objetivo é permitir que a Justiça Eleitoral tenha maior controle sobre a influência das big techs no pleito.
Contexto
A iniciativa surge em meio a discussões sobre o papel das redes sociais e plataformas de comunicação na disseminação de fake news e na manipulação de opinião pública. O novo presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, tem sinalizado a importância de regulamentar a atuação dessas empresas.
Segundo especialistas, a ampliação da prestação de contas pode ajudar a identificar padrões de desinformação e financiamento irregular de campanhas. No entanto, há preocupações sobre a viabilidade técnica e os custos para as empresas.
O TSE ainda não definiu um cronograma para a implementação da proposta, mas a expectativa é que o tema seja debatido em audiências públicas nos próximos meses.



