TJ-SP nega habeas corpus a irmã de Igor Peretto acusada de assassinato
TJ-SP nega habeas corpus a irmã de Igor Peretto

TJ-SP mantém Marcelly Peretto no banco dos réus

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou habeas corpus a Marcelly Peretto, acusada de envolvimento no assassinato do irmão Igor Peretto, ocorrido em 31 de agosto de 2024, em Praia Grande, litoral de São Paulo. A defesa alegava constrangimento ilegal por suposta perda de prazo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para apresentar testemunhas e diligências antes do júri. No entanto, o relator desembargador Geraldo Wohlers entendeu que o MP-SP respondeu dentro do prazo, considerando que a intimação eletrônica só é efetivada quando a parte consulta o sistema.

Entenda o crime e as acusações

Igor Peretto foi assassinado a facadas dentro do apartamento da irmã Marcelly. O MP-SP denunciou Marcelly, Rafaela (viúva da vítima) e Mário Vitorino (cunhado) por premeditarem o crime. Segundo a acusação, a vítima era vista como um "empecilho no triângulo amoroso" formado entre eles. Marcelly foi pronunciada por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento popular está marcado para 26 de novembro de 2026.

Detalhes do dia do crime

No dia 31 de agosto de 2024, estavam no apartamento a vítima, Marcelly e Mário. Rafaela chegou com Marcelly, mas saiu 13 segundos antes de Igor e Mário chegarem. De acordo com depoimentos, Rafaela tinha um caso com Mário. O advogado de Marcelly afirmou que sua cliente e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada dos homens. Igor foi morto a facadas e, segundo laudo necroscópico, teria ficado tetraplégico se sobrevivesse.

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Prisões e desclassificação de Rafaela

As mulheres se entregaram e foram presas em 6 de setembro de 2024. Mário foi detido em 15 de setembro, escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP). O juiz Felipe Esmanhoto Mateo determinou a soltura de Rafaela, desclassificando-a da denúncia, por entender que ela não estava no apartamento no momento do crime e que as provas eram insuficientes. Mário e Marcelly irão a júri popular por homicídio triplamente qualificado.

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