O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu uma liminar que suspende a investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD). A apuração, que corre em segredo de Justiça, investiga suspeitas de venda de cargos públicos e prática de "rachadinha". A informação foi revelada pelo próprio vereador durante a sessão plenária de segunda-feira (3), que afirmou que a decisão foi proferida em 7 de julho.
Entenda o caso
Em junho, Kuzma foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação, iniciada a partir de uma denúncia anônima em 2024, apurava a suspeita de que o vereador cobrava cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a cargos na Prefeitura de Curitiba e, depois, exigia parte dos salários desses servidores.
Segundo Kuzma, a liminar do TJ-PR suspendeu a apuração do MP-PR por entender que não foram encontrados indícios que comprovassem a denúncia. O vereador afirmou que prestou todos os esclarecimentos solicitados e permanece à disposição da Justiça.
Declarações de Kuzma
Kuzma disse que optou por não comentar o caso anteriormente por causa do segredo de Justiça. "Hoje, faço este esclarecimento porque considero que a população de Curitiba, meus colegas vereadores e todos que acompanham o trabalho desta Casa têm o direito de conhecer esses fatos", declarou.
O MP-PR, em nota, informou que só se manifestará após a decisão de mérito do Tribunal. Os autos permanecem sob sigilo. O TJ-PR também não forneceu informações sobre o caso devido ao segredo de Justiça.
Detalhes da operação
A operação do Gaeco, deflagrada em junho, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. Vereadores da base têm direito à indicação de nomes para cargos públicos na prefeitura, o que é o caso de Kuzma. As investigações, que começaram há cerca de um ano, apontaram que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes e, além disso, uma contrapartida de parte do salário desses servidores.
A suspensão da investigação representa um novo capítulo no caso, que segue sob sigilo até a decisão final do Tribunal. A decisão liminar, no entanto, não encerra o processo, apenas interrompe as investigações até que o mérito seja julgado.



