PF investiga extração ilegal de calcário em Rosário Oeste
PF investiga extração ilegal de calcário em MT

Uma operação da Polícia Federal apura um esquema de extração irregular de recursos minerais em Rosário Oeste, município localizado a 133 km de Cuiabá. Nesta terça-feira (4), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão na capital mato-grossense, com o objetivo de coletar provas sobre a atividade ilegal.

Investigação aponta mineração fora dos limites autorizados

De acordo com a PF, as investigações indicam que a atividade minerária era realizada fora dos limites autorizados pelos títulos minerários e pelas licenças ambientais. O levantamento preliminar aponta que mais de 34 toneladas de calcário foram extraídas de forma irregular, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões à União.

As investigações começaram após a identificação da exploração mineral em área não autorizada. Em seguida, fiscalizações administrativas, análises geoespaciais e uma perícia realizada pela Polícia Federal confirmaram os indícios da atividade irregular.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Mandados de busca e apreensão cumpridos em Cuiabá

As ordens judiciais foram expedidas para apreender documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam auxiliar nas investigações. A operação busca identificar a participação de cada investigado, dimensionar o lucro obtido com a exploração ilegal, verificar se as irregularidades continuaram ao longo do tempo e apurar a existência de outros envolvidos ou beneficiários do esquema.

Até o momento, não há informações sobre prisões ou indiciamentos. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados, que responderão pelos crimes previstos na legislação ambiental e mineral.

Impacto ambiental e prejuízo à União

A extração irregular de calcário pode causar danos ambientais significativos, como degradação do solo, contaminação de recursos hídricos e alteração da paisagem. Além disso, a exploração sem autorização legal configura crime contra a ordem econômica, pois os recursos minerais pertencem à União.

O prejuízo de R$ 3 milhões estimado pela PF refere-se aos valores que deixaram de ser recolhidos em tributos e compensações financeiras pela exploração do minério. A operação continua em andamento para apurar todos os detalhes do esquema.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar