STJ ouvirá vítimas e testemunhas em processo disciplinar contra Buzzi por importunação sexual
STJ ouvirá vítimas em processo contra Buzzi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu um passo importante no processo disciplinar que investiga o desembargador Buzzi, acusado de importunação sexual. A corte decidiu ouvir as vítimas e testemunhas para esclarecer os detalhes do caso. A medida foi tomada após análise das provas já apresentadas, que indicam a necessidade de aprofundar a investigação.

Decisão do STJ

A decisão de ouvir as vítimas e testemunhas foi tomada pela Corregedoria do STJ, que entendeu que os depoimentos são essenciais para a apuração dos fatos. O processo disciplinar corre em sigilo, mas a abertura para oitiva de testemunhas mostra a seriedade com que o caso está sendo tratado.

Detalhes da acusação

Buzzi é acusado de importunação sexual por duas mulheres, que relataram episódios de assédio durante eventos sociais. As vítimas afirmam que o desembargador fez comentários de cunho sexual e toques inadequados. O magistrado nega as acusações e alega que se trata de uma armação política.

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Próximos passos

Com a oitiva das vítimas e testemunhas, o STJ espera colher elementos suficientes para decidir sobre a abertura de um processo administrativo disciplinar formal. Caso as acusações sejam confirmadas, Buzzi pode sofrer penalidades que vão desde advertência até a aposentadoria compulsória.

A defesa do desembargador criticou a decisão, afirmando que as testemunhas são suspeitas e que o processo está sendo conduzido de forma tendenciosa. No entanto, o STJ garantiu que todos os procedimentos serão realizados com imparcialidade.

Repercussão

O caso ganhou grande repercussão na mídia e na sociedade, que acompanha com atenção o desenrolar do processo. Organizações de defesa dos direitos das mulheres elogiaram a decisão do STJ de ouvir as vítimas, destacando a importância de dar voz a quem sofre assédio.

O julgamento do caso deve ocorrer nos próximos meses, após a conclusão das oitivas e análise das provas. Até lá, Buzzi permanece no cargo, mas afastado de funções jurisdicionais que envolvam contato com partes ou testemunhas.

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