STJ anula Operação El Patrón contra deputado Binho Galinha
STJ anula Operação El Patrón contra deputado Binho Galinha

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou nesta quinta-feira (9) a Operação El Patrón, que tinha como alvo o deputado estadual Kleber Cristian Escolano, conhecido como "Binho Galinha" (Avante). A decisão ocorre no mesmo dia em que o parlamentar foi condenado a mais de 36 anos de prisão por posse ilegal de armas e outros crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento.

Condenação e anulação simultâneas

Binho Galinha foi condenado a 36 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo e comércio ilegal de arma de fogo. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Feira de Santana. No entanto, o STJ acolheu recurso da defesa e anulou a operação que deu origem às investigações, alegando vícios processuais.

A Operação El Patrón investigava o envolvimento do deputado com organização criminosa, lavagem de dinheiro e jogos de azar. Binho Galinha está preso desde outubro do ano passado, acusado de comandar uma milícia que atuava há mais de uma década em Feira de Santana, cidade a cerca de 100 km de Salvador.

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Impacto da anulação

Com a anulação da operação, todas as provas obtidas a partir dela podem ser consideradas inválidas, o que pode comprometer a condenação. A defesa do deputado comemorou a decisão e afirmou que "a justiça foi feita". O Ministério Público da Bahia ainda não se manifestou sobre o recurso.

Binho Galinha é uma figura polêmica na política baiana, conhecido por sua atuação em Feira de Santana. A anulação da Operação El Patrón pelo STJ representa um revés para as investigações contra milícias no estado.

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