STF autoriza PF a investigar segundo ministro do STJ por venda de sentenças
STF autoriza PF a investigar ministro do STJ

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um novo inquérito contra um segundo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspeito de participar de um esquema de venda de sentenças. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24) e amplia o escopo das investigações que já miravam outro membro da corte superior.

Contexto da investigação

De acordo com fontes com acesso ao processo, a suspeita surgiu a partir de delações premiadas e de provas colhidas em operações anteriores da PF, que revelaram um suposto esquema de corrupção envolvendo magistrados, advogados e empresários. O nome do ministro não foi divulgado, mas a investigação corre sob sigilo. A decisão de Moraes atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou indícios de que o magistrado teria atuado para favorecer determinadas partes em troca de vantagens indevidas.

Detalhes do esquema

As apurações indicam que o esquema envolvia a venda de decisões judiciais em processos de grande repercussão econômica, especialmente em casos de recuperação judicial e falências. Segundo a PGR, o ministro investigado teria recebido valores milionários para direcionar julgamentos. A PF agora poderá realizar diligências como quebra de sigilos bancário e telefônico, além de busca e apreensão. Até o momento, o STJ não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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Impacto e reações

A investigação de um segundo ministro do STJ abala a credibilidade do Judiciário brasileiro, que já enfrenta críticas por supostas interferências políticas. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o caso pode levar a um pedido de afastamento do ministro investigado e a novas medidas de transparência nos tribunais superiores. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) afirmou, em nota, que acompanha com preocupação as investigações e defende a apuração rigorosa dos fatos.

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