A Polícia Civil de Franca (SP) concluiu o inquérito e indiciou seis mulheres pelos crimes de associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privado contra a mulher, a filha e a neta do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, morto em junho deste ano. As suspeitas também podem estar envolvidas no desaparecimento de outra filha de Milton, Maria Isabel Prado, de 21 anos, apontada como mandante do assassinato do pai.
Relação familiar com os executores
Todas as indiciadas possuem vínculo de parentesco com Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, ex-cunhado de Maria Isabel, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos, que executaram o caseiro. Ambos foram encontrados mortos um mês após o crime, em 9 de julho, em Sacramento (MG).
Noemi Vitória de Sousa Rosa é tia de Rafael, e Marcela Eduarda Melo de Paula é mãe de Guilherme. As outras envolvidas são Kauany Eduarda Melo Cruz (irmã de Guilherme), Larissa Jhenifer Melo de Paula (tia de Guilherme), Ana Laura de Sousa Rosa Alves (irmã de Noemi e tia de Rafael) e Kelly Cristina Queiroz Cardoso, proprietária do imóvel onde as vítimas foram mantidas em cárcere.
Motivação do sequestro
Segundo a Polícia Civil, antes de descobrirem que Rafael e Guilherme estavam mortos, as familiares dos jovens passaram a cobrar da família de Milton o paradeiro dos dois e, por isso, sequestraram a mulher, a filha e a neta do caseiro. Wellington Amorim da Silva, preso em flagrante em 7 de julho, também foi indiciado por vigiar o cativeiro.
Maria Isabel foi retirada do local antes da chegada da polícia e, desde então, está desaparecida. A polícia não descarta que ela tenha sido assassinada.
Divisão de tarefas
A investigação aponta que as mulheres agiram de forma coordenada, com clara divisão de tarefas. Noemi é apontada como a chefe do grupo. As mortes de Milton, Rafael e Guilherme e o sequestro da família estão diretamente ligados, segundo a polícia.
O inquérito revela que, em 5 e 6 de julho, Maria Isabel, sua mãe, sua irmã adolescente e sua sobrinha recém-nascida foram sequestradas pela tia de um dos jovens desaparecidos. Elas foram levadas a diferentes endereços em Franca e pressionadas a revelar o paradeiro dos dois jovens.
Resgate e desfecho
Em 7 de julho, a Polícia Civil resgatou a mãe, a irmã e a sobrinha de Maria Isabel em um cativeiro no Jardim Aeroporto III. Maria Isabel não foi localizada. Wellington Silva foi preso em flagrante suspeito de vigiar o local. Após a localização dos corpos de Rafael e Guilherme, um tio de Maria Isabel, irmão de Milton, foi preso em Minas Gerais por ocultação de cadáver. O carro de Maria Isabel foi encontrado queimado perto de Ibiraci (MG) em 10 de julho.
Linha do tempo do caso
O crime teve início em 16 de junho, quando Milton de Sousa Prado foi morto a pauladas na chácara onde trabalhava em Franca. Em 25 de junho, Maria Isabel confessou à polícia que pediu a Rafael e Guilherme que dessem um 'corretivo' no pai, o que resultou no assassinato. No fim de junho, os dois jovens desapareceram. Em 5 e 6 de julho, ocorreu o sequestro da família. Em 7 de julho, a polícia resgatou as vítimas. Em 9 de julho, os corpos de Rafael e Guilherme foram encontrados em Sacramento. Em 16 de julho, a Polícia Civil formalizou os indiciamentos.
Investigação em andamento
A polícia continua investigando o desaparecimento de Maria Isabel e não descarta novas prisões. O caso segue sob sigilo.



