A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de uma distribuidora de combustíveis que atuava como braço financeiro de Mohamad Hussein Mourad, conhecido como 'Primo', e Roberto Augusto Leme da Silva, o 'Beto Louco', no estado. A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Investigação aponta uso de distribuidora para lavagem de dinheiro
Segundo as investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), a distribuidora era utilizada para movimentar recursos de origem ilícita, provenientes de atividades criminosas dos dois empresários. A empresa, que operava em diversos municípios fluminenses, teria sido criada para dar aparência legal a transações financeiras suspeitas.
Empresários negociam delação premiada
Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva estão negociando acordos de delação premiada com o MPSP. A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Caso os acordos sejam firmados, os empresários poderão fornecer detalhes sobre o esquema criminoso em troca de benefícios penais.
Bloqueio atinge bens e contas bancárias
A decisão judicial inclui o bloqueio de bens, contas bancárias e a suspensão das atividades da distribuidora no estado do Rio de Janeiro. A medida visa impedir a continuidade das operações ilícitas e garantir o ressarcimento de danos causados à sociedade. Os valores bloqueados ainda não foram divulgados.
Histórico de investigações
Beto Louco e Primo já são alvo de outras investigações no país, relacionadas a crimes como contrabando de combustíveis, sonegação fiscal e organização criminosa. A atuação da distribuidora no RJ é considerada mais um braço do esquema, que teria movimentado milhões de reais nos últimos anos.
Até o momento, nem a defesa dos empresários nem a distribuidora se manifestaram sobre o bloqueio. O caso segue sob sigilo judicial.



