O advogado especialista em saúde suplementar Elton Fernandes apresentou uma análise detalhada sobre os reajustes dos planos de saúde no Brasil, abordando os principais fatores que influenciam os aumentos e os direitos dos consumidores. Segundo Fernandes, os reajustes são regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas muitos consumidores desconhecem as regras e acabam pagando valores abusivos.
Fatores que influenciam os reajustes
Fernandes explicou que os reajustes anuais dos planos de saúde individuais e familiares são definidos pela ANS com base em cálculos atuariais. No entanto, para os planos coletivos, os aumentos são negociados diretamente entre as operadoras e as empresas contratantes, o que pode gerar disparidades. “O índice de reajuste dos planos coletivos não é controlado pela ANS, o que abre margem para abusos”, afirmou o advogado.
Impactos para os consumidores
O especialista destacou que, em 2025, o reajuste médio autorizado pela ANS para planos individuais foi de 9,63%, enquanto os planos coletivos tiveram aumentos que chegaram a 20% em alguns casos. “Essa diferença mostra a importância de os consumidores conhecerem seus direitos e buscarem orientação jurídica quando necessário”, ressaltou Fernandes.
Orientações para evitar abusos
Fernandes orienta que os beneficiários devem sempre verificar o índice de reajuste aplicado e comparar com o autorizado pela ANS. Caso identifiquem irregularidades, é possível recorrer à ANS ou buscar a Justiça. “Muitas vezes, as operadoras aplicam reajustes acima do permitido sem justificativa clara”, alertou.
O advogado também recomendou que, antes de contratar um plano de saúde, o consumidor analise o histórico de reajustes da operadora e prefira planos com reajustes vinculados ao índice da ANS. “A transparência é fundamental para evitar surpresas no orçamento”, concluiu.



