Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16, revela que os brasileiros concordam mais com as versões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que com as explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil. O levantamento também indica que a medida reduziu a intenção de voto no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Concordância com Lula cresce, enquanto apoio a Flávio cai
De acordo com a pesquisa, 51% dos entrevistados acham, assim como Lula, que Flávio Bolsonaro pediu o novo tarifaço contra o Brasil. Esse índice subiu quatro pontos percentuais desde a rodada de junho. Por outro lado, 30% avaliam que o senador tentou demover o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da imposição das novas tarifas. Em junho, 35% pensavam dessa forma. Os que não responderam somam 19%.
Para 46% dos entrevistados, as novas tarifas são uma retaliação ao Pix, como afirma Lula. A concordância com o presidente cresceu três pontos percentuais em relação ao mês passado. Já 33% acreditam que o tarifaço é uma retaliação do governo americano às declarações de Lula contra os Estados Unidos, versão defendida por Flávio Bolsonaro. Esse índice caiu três pontos percentuais desde a pesquisa anterior. Dez por cento não concordam com nenhuma das versões, e 8% não responderam.
Maioria acredita que Flávio não tem força para convencer Trump
A maioria dos brasileiros (58%) considera que Flávio Bolsonaro não tem interlocução suficiente para convencer Trump a rever as tarifas. Apenas 34% acham que sim, e 8% não responderam. A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas em domicílios entre os dias 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-07181/2026.
Tarifaço aumenta vontade de votar em Lula, especialmente entre independentes
O novo tarifaço elevou a intenção de voto em Lula para 42% dos eleitores, um crescimento de três pontos percentuais. O maior impacto ocorreu entre os eleitores independentes: a vontade de votar em Lula nesse segmento subiu de 26% para 33%, uma alta de sete pontos. Nesse grupo, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.
Já o apoio a Flávio Bolsonaro recuou entre eleitores de direita. Em junho, 70% dos eleitores de direita diziam que a ameaça de tarifaço aumentava a vontade de votar em Flávio; agora são 60%, uma queda de dez pontos. Entre os bolsonaristas, o índice caiu de 88% para 81% (retração de sete pontos). A margem de erro é de cinco pontos para a direita não bolsonarista e de seis pontos para os bolsonaristas.



