PT e PL unem-se para pressionar Nunes Marques no STF
PT e PL pressionam Nunes Marques no STF

Em uma aliança incomum, o PT e o PL, partidos de Lula e Bolsonaro, respectivamente, uniram forças para pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques a liberar a realização de eleições suplementares em estados onde houve cassação de mandatos. A causa comum é a insatisfação com a demora do STF em definir o calendário para novos pleitos, o que afeta diretamente a representação política em diversas regiões.

Pressão sobre Nunes Marques

Lideranças do PT e do PL buscam sensibilizar o ministro Nunes Marques, relator de ações que tratam de eleições suplementares, para que ele paute o julgamento o mais rápido possível. Segundo interlocutores, a demora prejudica tanto a esquerda quanto a direita, pois mantém estados sem representação plena no Congresso e em assembleias legislativas.

O movimento ganhou força após a cassação do mandato do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR), que abriu uma vaga na Câmara. No entanto, a indefinição sobre o calendário de novas eleições tem gerado incertezas em pelo menos cinco estados, incluindo Paraíba e Rio Grande do Norte.

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União de adversários

“É raro ver PT e PL remando na mesma direção, mas aqui o interesse é o mesmo: garantir que a vontade do eleitor seja respeitada e que os estados não fiquem acéfalos”, afirmou um líder do PT, sob condição de anonimato. Do lado do PL, a avaliação é similar: “A demora do STF é prejudicial para todos. Precisamos de uma definição urgente”, disse um deputado da legenda.

A pressão ocorre em meio a críticas de que o STF estaria atuando de forma lenta em temas que exigem rapidez, como a realização de novas eleições. Especialistas apontam que a demora pode gerar um vácuo de poder e afetar a governabilidade em alguns estados.

Impacto político

Se Nunes Marques atender à pressão e pautar o julgamento, a expectativa é que o STF defina um prazo para a realização das eleições suplementares, que podem ocorrer ainda este ano. A decisão terá impacto direto na composição da Câmara dos Deputados e de assembleias legislativas, alterando a correlação de forças entre governo e oposição.

A aliança entre PT e PL mostra como questões institucionais podem superar divergências ideológicas, pelo menos temporariamente. Resta saber se a pressão será suficiente para acelerar a decisão do STF.

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