Dois funcionários de um frigorífico localizado às margens da MGC-418, na zona rural de Teófilo Otoni, foram presos em flagrante na madrugada desta segunda-feira (22), suspeitos de furtar carnes da empresa. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais após uma investigação iniciada a partir de uma denúncia.
Investigação começou com denúncia de oferta de carnes
Segundo o delegado Eduardo Gil, titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos, uma pessoa procurou a polícia depois de ser convidada a comprar carnes que supostamente estariam sendo desviadas do frigorífico. A oferta foi recusada e a informação deu origem ao monitoramento feito pelos investigadores.
“A partir dessas informações, começamos a fazer os levantamentos necessários e, com a campana que durou a noite toda de domingo para segunda-feira, conseguimos identificar os autores, perceber a conduta criminosa sendo praticada e prender em flagrante quem estava praticando”, afirmou o delegado.
Monitoramento noturno flagra retirada de caixas de carne
De acordo com a Polícia Civil, a equipe passou a monitorar a movimentação no local por volta das 19h de domingo (21), horário em que os investigados assumiriam o turno noturno de trabalho. Durante a vigilância, os policiais identificaram dois funcionários retirando caixas de carnes congeladas do frigorífico.
Conforme a investigação, os produtos eram escondidos em uma área de mata próxima à saída da empresa e, em seguida, colocados em um veículo utilizado pelos suspeitos ao fim do expediente.
Abordagem resulta em apreensão de 80 kg de carne
Após a saída do automóvel, os policiais fizeram a abordagem e encontraram duas caixas de carne congelada pertencentes ao frigorífico, totalizando aproximadamente 80 quilos. Os dois ocupantes foram presos em flagrante.
Furto estimado em 600 kg/mês
Segundo Eduardo Gil, há indícios de que os desvios ocorriam regularmente. A estimativa inicial da investigação aponta que o grupo atuava em três turnos por semana e retirava entre 50 e 75 quilos de carne por ocasião, o que pode representar mais de 600 quilos desviados por mês.
O delegado ressaltou, no entanto, que esse volume ainda será confrontado com informações e registros da empresa para confirmar o tamanho do prejuízo e o período em que os furtos teriam ocorrido.
Investigação busca outros envolvidos e receptadores
A Polícia Civil também investiga se outros funcionários participaram da ação e se havia pessoas ou estabelecimentos responsáveis por receber os produtos desviados. Até o momento, não há confirmação sobre a participação de possíveis receptadores.
O proprietário do frigorífico ainda será ouvido no curso das investigações para prestar esclarecimentos sobre eventuais desfalques, suspeitas anteriores e outras informações que possam contribuir para o inquérito.



