Polícia prende condenados por estupro e morte de bebê em Patrocínio
Polícia prende condenados por estupro e morte de bebê

A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu dois foragidos da Justiça condenados por estupro qualificado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver em Patrocínio, no Alto Paranaíba. O crime ocorreu em setembro de 2011 e chocou a região. Os condenados, um homem de 66 anos e uma mulher de 61, foram localizados após 15 anos de fuga.

Detalhes das prisões

A primeira prisão ocorreu na noite de quarta-feira (10), quando Maria do Socorro da Conceição, de 61 anos, foi detida em uma casa no bairro Enéas Ferreira de Aguiar. Ela foi condenada a 14 anos de prisão por conivência com os abusos praticados pelo marido contra a própria filha. Já Expedito Leite, de 66 anos, pai da vítima e autor dos estupros, foi localizado em uma fazenda na região de Macaúbas na madrugada de sexta-feira (12). Condenado a 70 anos de prisão, ele tentou fugir e resistiu à abordagem, sendo necessário o uso de força e de um dispositivo de choque elétrico para contê-lo.

Outros presos e apreensões

Durante as buscas, três pessoas — de 66, 57 e 22 anos — foram presas em flagrante por favorecimento pessoal, pois ajudaram Expedito a se esconder. No local, a polícia apreendeu duas armas artesanais calibre .28, 29 munições, pólvora, esferas para recarga, peças para fabricação de armamentos e celulares. Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil junto com o material.

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O crime que chocou Patrocínio

Em 6 de setembro de 2011, um vizinho encontrou partes do corpo de um recém-nascido próximo à propriedade da família e acionou a polícia. A investigação revelou que Expedito Leite estuprava a própria filha desde os 12 anos. A jovem, por medo, não denunciava. Ela engravidou aos 14 anos e foi obrigada a interromper a gestação. Anos depois, engravidou novamente e tentou esconder, mas o pai descobriu. O parto foi realizado em casa, com ajuda da avó paterna, Ester Faria Leite, que na época foi presa por ocultação de cadáver. O bebê foi enterrado vivo em uma cova rasa no quintal, dentro de uma caixa de papelão, com participação do pai e da avó. A mãe da vítima, Maria do Socorro, foi considerada conivente por saber dos abusos e não denunciar.

Andamento do caso

O g1 procurou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais para obter informações sobre a data da condenação, as penas e a situação processual de Ester Faria, mas não obteve resposta até a última atualização. Os condenados agora devem cumprir suas penas em regime fechado.

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