PGR se opõe a apreensão de bens do senador Jaques Wagner
PGR é contra apreensão de bens de Jaques Wagner

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contrariamente ao pedido da Polícia Federal (PF) para apreender dinheiro, joias, relógios e outros itens nos mandados de busca e apreensão executados contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). O parecer foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em 16 de junho, dois dias antes de a Operação Compliance Zero cumprir os mandados.

Detalhes da operação e apreensões

Na operação, foram apreendidos US$ 49 mil, uma coleção de relógios e joias em um dos endereços ligados ao senador. Também foram encontrados comprovantes de pagamento de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves particulares e ingressos para um show em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil.

A PGR argumentou que a apreensão dos bens atrairia atenção midiática desnecessária e não contribuiria para o objetivo da investigação, que buscava evidências documentais sobre o envolvimento do senador no caso do Banco Master.

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Busca no gabinete e separação de poderes

A PGR também se posicionou contra a realização de busca e apreensão no gabinete do senador no Congresso Nacional, afirmando que a entrada de agentes da PF no ambiente legislativo poderia configurar ingerência entre os Poderes.

O parecer foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, que destacou que a medida não se mostrava necessária para o esclarecimento dos fatos investigados.

Contexto da investigação

A Operação Compliance Zero investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis benefícios a parlamentares. A defesa de Jaques Wagner nega qualquer ilegalidade e afirma que o senador sempre agiu dentro da lei.

O ministro André Mendonça é o relator do caso no STF e ainda não há decisão sobre os pedidos da PF e da PGR. A investigação segue em sigilo.

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