PF encontra celular destruído em operação sobre morte de indígena
PF encontra celular destruído em operação sobre morte de indígena

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (16), a Operação Teko Porã II, segunda fase das investigações sobre a morte do indígena Guarani-Kaiowá Vicente Fernandes Vilhalva. Ele foi assassinado durante um conflito armado nas proximidades da aldeia Pyelito Kue, em Iguatemi (MS), no dia 16 de novembro de 2025. Na ocasião, moradores registraram o ataque à aldeia, conforme mostra o vídeo acima.

Apreensão de celular e prisão em flagrante

Durante a ação desta terça-feira, os policiais encontraram um aparelho celular com provas relacionadas ao caso, que havia sido destruído e escondido na caixa de descarga de um banheiro. Um homem foi preso em flagrante sob suspeita de fraude processual.

Continuidade das investigações

A operação dá sequência ao trabalho iniciado em novembro de 2025, com a primeira fase da Operação Teko Porã, que buscou esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os possíveis responsáveis. Nesta nova etapa, a Polícia Federal pretende reunir mais provas para avançar nas investigações e responsabilizar os envolvidos. Por determinação da Justiça Federal, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado aos investigados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Entenda o caso

O indígena Vicente Fernandes Vilhalva, de 36 anos, foi morto com um tiro na testa no dia 16 de novembro de 2025, na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá I. Outras quatro pessoas ficaram feridas, segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A Funai informou que cerca de 20 pessoas armadas, vindas de uma fazenda, atacaram a comunidade, disparando por um período prolongado contra famílias e estruturas de moradia. A comunidade havia retomado, em outubro, uma área de fazenda situada na região da TI delimitada em 2013. Conforme o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), no início de outubro de 2025, o povo Kaiowá e Guarani voltou a ocupar parte da Fazenda Cachoeira, localizada dentro da TI e próxima à aldeia Pyelito Kue. Desde 2015, o grupo ocupa 100 hectares da Fazenda Cambará, também situada em uma área delimitada oficialmente em 2013, com 41,5 mil hectares.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar