PF deflagra nova operação contra fraudes no INSS
PF deflagra nova operação contra fraudes no INSS

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira uma nova operação para apurar um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação, batizada de Operação Falso Benefício, cumpre 15 mandados de busca e apreensão em quatro estados. As investigações apontam que o esquema causou um prejuízo estimado em R$ 100 milhões aos cofres públicos.

Esquema de fraudes no INSS

De acordo com a PF, o esquema consistia na concessão fraudulenta de aposentadorias e pensões por morte. Os criminosos utilizavam documentos falsos e contavam com a participação de servidores públicos e de intermediários conhecidos como "testas de ferro". As investigações tiveram início em 2025, após uma denúncia anônima.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Curitiba e estão sendo cumpridos nos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Bahia. Participam da operação 60 policiais federais, que também cumpriram medidas de afastamento de sigilo bancário e telemático.

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Participação de servidores

Segundo o delegado responsável pela operação, Carlos Eduardo Silva, a participação de servidores do INSS era essencial para o sucesso do esquema. "Eles inseriam os dados falsos no sistema e liberavam os benefícios sem a devida análise. Em troca, recebiam propinas que variavam de R$ 5 mil a R$ 20 mil por benefício concedido", afirmou.

As investigações revelaram que o grupo atuava há pelo menos cinco anos e que alguns benefícios eram mantidos mesmo após a morte do titular, com os valores sendo desviados pelos fraudadores.

Impacto e próximos passos

O INSS informou que vai colaborar com as investigações e que já está revisando os benefícios apontados pela PF. A previsão é que os benefícios fraudulentos sejam suspensos imediatamente. A PF também vai aprofundar as investigações para identificar outros envolvidos e a extensão total do prejuízo.

Até o momento, nenhum suspeito foi preso, mas os investigadores não descartam novas fases da operação. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação de documentos e corrupção ativa e passiva, com penas que podem chegar a mais de 20 anos de prisão.

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