A advogada que perdeu a guarda do filho após se casar com o empresário Ricardo Brennand classificou a decisão judicial como uma violência e um ataque misógino. Em entrevista, ela afirmou que a sentença representa uma discriminação de gênero e um retrocesso nos direitos das mulheres.
Detalhes do caso
A decisão foi tomada pela Justiça de Pernambuco, que concedeu a guarda do menino de 8 anos ao pai, em detrimento da mãe. A advogada, que não teve o nome divulgado, argumenta que o casamento com Brennand foi usado como justificativa para a perda da guarda. Segundo ela, o juiz considerou que a nova união poderia prejudicar o bem-estar da criança, mas a defesa alega que não há provas concretas nesse sentido.
Reação da advogada
“É uma violência e um ataque misógino. Eu sou uma mulher que se casou novamente e por isso perdi a guarda do meu filho. Isso é inaceitável”, disse a advogada. Ela ainda afirmou que vai recorrer da decisão e que a luta pela guarda é também uma luta contra o machismo estrutural no Judiciário.
Contexto jurídico
Especialistas em direito de família apontam que decisões como essa são raras, mas refletem um viés de gênero ainda presente em alguns tribunais. A advogada reforça que o pai da criança não apresentou evidências de que o casamento dela representasse risco ao filho. O caso gerou repercussão nas redes sociais, com manifestações de apoio à mãe e críticas ao sistema judiciário.
Impacto e próximos passos
A decisão provisória já está em vigor, mas a advogada promete levar o caso a instâncias superiores. Ela espera que o tribunal reveja a sentença e reconheça que o direito da mãe de se casar novamente não deve ser punido com a perda da guarda. O caso acendeu o debate sobre a igualdade de gênero no direito de família brasileiro.



