A fabricante de colchões Ortobom foi condenada a pagar R$ 300 mil em danos morais coletivos por discriminação contra mulheres. A decisão, unânime da 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), decorre do fato de que, em 2022, todas as 22 gerências e duas subgerências da empresa eram ocupadas exclusivamente por homens.
Denúncia e ação do MPT
A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após constatar a ausência total de mulheres em cargos de liderança na sede da Ortobom em Arapongas, no Paraná. O relator do caso, ministro Alberto Balazeiro, destacou que a empresa não apresentou explicação plausível para a exclusão feminina, especialmente em uma cidade onde mais da metade da população é composta por mulheres.
Decisão judicial
A condenação foi confirmada por unanimidade pela 3ª Turma do TST. O valor de R$ 300 mil será destinado ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou a entidades de combate à discriminação. A Ortobom ainda pode recorrer da decisão.
Posicionamento da empresa
O InfoMoney tentou contato com a assessoria da Ortobom, mas não obteve resposta até o momento sobre o posicionamento da empresa.



