Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa suspeita de fingir ser uma adolescente de 12 anos em Santa Catarina para ser adotada, já havia sido detida em Goiânia por crime semelhante. Ela foi condenada por falsidade ideológica após se passar por uma criança de 11 anos do Rio Grande do Sul durante atendimento médico.
Histórico de crimes
Segundo a sentença, Amanda foi presa em flagrante em agosto de 2024, quando um conselheiro tutelar foi acionado por membros de uma igreja que auxiliavam uma suposta adolescente vítima de abuso sexual. A mulher alegava ter sofrido abusos e até introdução de agulhas pelo corpo. Levada ao Hospital da Mulher, ela se identificou como 'Gabriele' e forneceu dados de uma criança de 11 anos do Rio Grande do Sul.
O conselheiro Rondinelly-Ná Barbosa desvendou a farsa ao contatar o Conselho Tutelar de Porto Alegre, que enviou uma reportagem com a imagem de Amanda como suspeita de falsidade ideológica e estelionato. Questionada, ela confessou sua verdadeira identidade e foi presa.
Condenação e defesa
Em fevereiro de 2025, Amanda foi condenada a 1 ano e 10 meses de reclusão em regime aberto, além de multa, com pena restritiva de direitos. O advogado Rafael Luiz Siewert informou que pediu exame de sanidade mental, e o processo atual foi suspenso até a realização do exame pela Polícia Científica, agendado para 26 de junho.
O conselheiro tutelar alertou que, após ser solta, Amanda pode estar cometendo novos crimes. As investigações continuam.



