A menina Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, encontrada morta no dia do seu aniversário, teve desidratação como causa provável da morte, segundo a médica legista Rafaela Marques. A Polícia Científica aponta que a desidratação, somada à hipotermia, pode ter levado ao óbito, mas a possibilidade de afogamento atípico ainda não foi descartada.
Desaparecimento e localização
Maria Fernanda desapareceu na segunda-feira (15) na região rural de Doverlândia, onde morava com os pais, que eram caseiros de uma fazenda. Cerca de 48 horas depois, na manhã de quarta-feira (17), o corpo foi encontrado às margens do Rio Paraíso. A Polícia Civil investiga como a menina saiu de casa e as circunstâncias da morte.
Coletiva de imprensa
Em coletiva realizada nesta quinta-feira (18), as autoridades esclareceram pontos do caso. A perita Rafaela Marques explicou: “O exame demonstrou uma desidratação importante no corpinho dessa criança, e isso associado ao fato de que fez muito frio na região à noite. Talvez esse óbito esteja relacionado com essa desidratação associada à hipotermia.”
A polícia não descarta afogamento atípico, quando a morte ocorre sem grande quantidade de água nos pulmões. Nesse caso, uma fina camada de água poderia obstruir a narina da menina se ela estivesse pouco responsiva. A perita afirmou que não havia sangramento, fratura ou lesão traumática.
Investigação
O delegado Ramon Queiroz informou que o corpo foi encontrado a cerca de 2 km da casa. Os pais relataram que a menina tinha o costume de andar pela fazenda. “O vídeo registrado pelo pai mostra que era uma criança que tinha facilidade para andar nesse tipo de lugar, ela foi criada ali”, disse o delegado.
Segundo a polícia, a menina andou sozinha e não havia outra pessoa com ela. Pegadas foram encontradas na região. O delegado afirmou que houve um abandono momentâneo dos pais. “Os pais eram extremamente amorosos, de acordo com todos os relatos. Era uma criança extremamente cuidada, amada e zelada”, afirmou emocionado.
Os pais deixaram uma cerca de madeira na porta, pela qual a menina teria pulado. Eles devem ser indiciados por abandono momentâneo com resultado morte. “A maior responsabilização que os pais poderiam sofrer é a perda da menina”, concluiu o delegado.
Buscas
Maria Fernanda desapareceu por volta das 9h30. A Polícia Militar foi acionada pelo Conselho Tutelar e mobilizou Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. As buscas foram dificultadas pela mata fechada, terreno irregular, corpos d'água e animais soltos. Após 48 horas, cães farejadores localizaram a fralda da menina e depois o corpo no rio.



