Solta de investigados por lavagem de dinheiro
A Justiça Federal determinou a soltura de Stella Lemos e de outras seis pessoas presas na Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado até R$ 10 bilhões, com supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Medidas cautelares substituem prisões
As prisões preventivas foram substituídas por medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato entre os investigados e entrega de passaportes. A decisão atende a pedidos das defesas, que alegaram excesso de prazo e falta de fundamentação para as prisões.
Sanções dos Estados Unidos
Stella Lemos e Victor Shimada, outro alvo da operação, foram sancionados pelo governo dos Estados Unidos por suposto envolvimento com o PCC. As sanções incluem bloqueio de bens e proibição de transações financeiras com cidadãos americanos.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava empresas de fachada, criptomoedas e operações de câmbio para ocultar recursos ilícitos do tráfico de drogas. A Operação Exchange foi coordenada pelos delegados Victor Shimada e Ygor Saviolli.
Defesas celebram decisão
As defesas dos investigados comemoraram a revogação das prisões e afirmaram que seus clientes são inocentes. O advogado de Stella Lemos declarou que 'a Justiça reconheceu a ausência de requisitos para a prisão preventiva'.
A operação continua em andamento, e os investigados responderão ao processo em liberdade, sujeitos ao cumprimento das medidas cautelares impostas.



