Personalidade é chave para longevidade, revela estudo nas zonas azuis
Personalidade é chave para longevidade em zonas azuis

Um estudo da Universidade de Cagliari, na Itália, trouxe uma nova perspectiva sobre os segredos da longevidade: além da dieta e da atividade física, a personalidade dos centenários pode ser um fator determinante. A pesquisa, realizada na região da Sardenha, uma das chamadas 'zonas azuis' do planeta, analisou indivíduos que ultrapassaram os 100 anos de idade e encontrou traços psicológicos comuns entre eles.

Traços de personalidade e longevidade

Os pesquisadores descobriram que características como abertura à experiência, conscienciosidade e amabilidade estão fortemente associadas a um maior bem-estar psicológico e a uma melhor qualidade de vida entre os longevos. Por outro lado, o neuroticismo — tendência a experimentar emoções negativas, como ansiedade e irritabilidade — mostrou um impacto negativo na longevidade.

Segundo os autores do estudo, esses traços de personalidade podem influenciar comportamentos saudáveis e a capacidade de lidar com o estresse, contribuindo para uma vida mais longa. "A personalidade parece desempenhar um papel tão importante quanto a dieta mediterrânea ou a prática de exercícios", afirmou um dos pesquisadores da Universidade de Cagliari.

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Zonas azuis e fatores adicionais

As zonas azuis são regiões do mundo onde as pessoas vivem significativamente mais do que a média global. Além da Sardenha, outras áreas incluem Okinawa (Japão), Nicoya (Costa Rica), Icária (Grécia) e Loma Linda (Califórnia, EUA). Estudos anteriores já haviam destacado a importância da alimentação, do exercício e do senso de comunidade, mas este novo trabalho coloca a personalidade como um pilar central.

Os cientistas italianos entrevistaram dezenas de centenários sardos e aplicaram testes psicológicos padronizados. Os resultados mostraram que a maioria deles apresenta baixos níveis de neuroticismo e altos níveis de conscienciosidade, o que os ajuda a manter hábitos saudáveis e a evitar comportamentos de risco.

Implicações para a saúde pública

A descoberta abre caminho para intervenções que promovam o desenvolvimento de traços positivos de personalidade desde a infância. "Se conseguirmos entender como cultivar abertura e conscienciosidade, poderemos aumentar a expectativa de saúde da população", concluíram os pesquisadores. O estudo foi publicado em periódico científico especializado e reforça a ideia de que a longevidade é um fenômeno multifatorial, no qual mente e corpo estão profundamente interligados.

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