Justiça absolve seis réus da Operação Ouvidos Moucos na UFSC
Justiça absolve seis réus da Ouvidos Moucos na UFSC

A Justiça Federal de Santa Catarina absolveu seis réus em um dos processos relacionados à Operação Ouvidos Moucos, que investigou o desvio de recursos públicos no ensino a distância na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A decisão, proferida na sexta-feira (31), é da 1ª Vara Federal e julgou improcedente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) por insuficiência de provas.

Entenda o caso

A Operação Ouvidos Moucos foi deflagrada em setembro de 2017 e ganhou repercussão nacional após o suicídio do então reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, que chegou a ser preso durante as investigações. A ação teve como alvo uma suposta organização criminosa que teria desviado recursos de cursos de Educação a Distância (EaD) oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na instituição.

Esta é a segunda denúncia da operação. Nesta fase, a Polícia Federal apurou serviços de locação de veículos e atividades relacionadas ao programa UAB. Na decisão, o juiz Nelson Gustavo Mesquita Ribeiro Alves destacou que o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu não ter ocorrido superfaturamento nos contratos analisados.

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Absolvidos

Foram absolvidos Sonia Maria Silva Correa de Souza Cruz, Murilo da Costa Silva, Maria Bernadete dos Santos Miguez, Márcio Santos, Lúcia Beatriz Fernandes e Aurélio Justino Cordeiro. O g1 questionou o MPF sobre a possibilidade de recurso, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Investigação e recursos

Entre 2006 e 2017, foram repassados R$ 80 milhões para o programa UAB na UFSC. A operação Ouvidos Moucos teve várias fases, e em outra ação relacionada à mesma investigação, outros réus ainda aguardam julgamento. Em um desdobramento anterior, três réus confessaram os crimes e aceitaram pagar cestas básicas como parte de acordo.

Morte do reitor

Luiz Carlos Cancellier foi encontrado morto no Beiramar Shopping, em Florianópolis, em 2 de outubro de 2017, após ser afastado da reitoria e preso temporariamente. Durante a investigação, ele negou interferência nas apurações da corregedoria-geral da universidade e classificou sua prisão e afastamento como "traumáticos".

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