Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pela morte do menino Henry Borel. A sentença foi lida pela juíza Elizabeth Machado Louro na madrugada desta quinta-feira (4), no décimo e último dia do julgamento. O réu não estava na sala de audiências; ouviu a pena do corredor. Já Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry, permaneceu diante da magistrada durante toda a leitura. Ela se emocionou ao saber que recebeu o perdão judicial, já que o Conselho de Sentença entendeu que não houve crime de homicídio doloso em seu caso.
Reações e desdobramentos
Após o veredito, Monique fez um coração com as mãos para a plateia. Leniel, pai de Henry, classificou o perdão judicial como a 'terceira morte de Henry'. A juíza não permitiu imagens do julgamento, exceto a leitura da sentença, que é pública. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro divulgou fotos do último dia.
Estratégias da defesa
Antes de proclamar a sentença, Elizabeth agradeceu a todos e comentou: 'A bancada do Jairinho deu muito trabalho, mas eu aprendi a gostar de vocês.' Os advogados do ex-vereador usaram várias táticas ao longo do julgamento. Em março, abandonaram a sala de audiências alegando falta de acesso às provas, o que levou a juíza a considerar a manobra como 'ato atentatório contra a dignidade da Justiça'. O julgamento foi remarcado para 25 de maio. Na semana passada, tentaram protelar o reinício dos trabalhos, alegando que um dos advogados havia infartado. O réu desistiu da manobra, e Fabiano Lopes, após alta do enfarte, compareceu ao Tribunal do Júri. Ao ouvir o veredito, a defesa de Jairinho afirmou que trabalhará para anular o júri.



