Amanda Oliveira, de 38 anos, foi indiciada no Paraná pelo crime de estelionato após se passar por uma adolescente de 13 anos em estado terminal de leucemia. A mulher, que já havia ganhado notoriedade em Santa Catarina por fingir ser uma menina de 12 anos, usava chupeta e mamadeira para simular a rotina de uma jovem em fase final de câncer, segundo a investigação.
Modus operandi do golpe
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, Amanda infiltrou-se em um grupo religioso, onde criou um perfil falso de uma adolescente. Ela forjava crises de saúde e pedia doações em dinheiro via PIX para supostos tratamentos médicos. As vítimas, sensibilizadas pela história, realizavam transferências que variavam de pequenos valores a quantias mais significativas.
“Ela enganava as pessoas com uma história muito convincente, usando até mesmo acessórios como chupeta e mamadeira para parecer mais jovem”, afirmou o delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva. O golpe já foi aplicado em diversos estados, sempre com o mesmo padrão: Amanda se apresentava como uma menina de 12 a 13 anos, com leucemia terminal, e pedia ajuda financeira para custear o tratamento.
Antecedentes em Santa Catarina
Em Santa Catarina, Amanda já havia sido identificada por fingir ser adolescente. Na ocasião, ela utilizava o mesmo artifício de chupeta e mamadeira para convencer as vítimas. A polícia catarinense também investigou o caso, mas a indiciação no Paraná ocorreu após novas denúncias de um grupo religioso da região.
Segundo a investigação, Amanda não tinha qualquer vínculo com instituições de saúde e os valores arrecadados eram desviados para uso pessoal. Estima-se que dezenas de pessoas tenham sido lesadas, embora o número exato de vítimas ainda esteja sendo apurado.
Impacto e consequências legais
O crime de estelionato, previsto no Código Penal Brasileiro, pode resultar em pena de reclusão de um a cinco anos, além de multa. Como Amanda agiu de forma reiterada e causou danos a múltiplas vítimas, a defesa pode buscar agravantes. A polícia não descarta a possibilidade de novas indiciações em outros estados onde o golpe foi praticado.
“É um caso que chama a atenção pela crueldade e pela capacidade de manipulação”, destacou o promotor de Justiça. O grupo religioso enganado já se manifestou, afirmando que a confiança foi abalada e que medidas internas estão sendo tomadas para evitar novos incidentes.
Orientações para evitar golpes similares
Especialistas em segurança digital recomendam que doações sejam feitas apenas para instituições conhecidas e verificadas. “Desconfie de pedidos de ajuda financeira que envolvam histórias muito dramáticas e sem comprovação documental”, alerta o advogado criminalista. A polícia orienta que, em caso de suspeita, a denúncia seja feita imediatamente.



