A Justiça do Trabalho determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) mantenha um efetivo mínimo de 80% dos funcionários nos horários de pico e de 60% nos demais períodos durante a greve da categoria. A decisão, divulgada nesta terça-feira, visa garantir a prestação do serviço essencial de transporte público na região metropolitana de São Paulo.
Decisão judicial e contexto da paralisação
A determinação foi proferida em caráter liminar, atendendo a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que argumentou que a paralisação total ou parcial poderia causar grave lesão à coletividade. Segundo a Justiça, o não cumprimento da medida implicará multa diária de R$ 100 mil.
A greve foi deflagrada pelo Sindicato dos Ferroviários e Metroviários de São Paulo, que reivindica reajuste salarial, melhores condições de trabalho e a revogação de mudanças no plano de carreira. A categoria também protesta contra o processo de privatização da CPTM, que está em andamento no governo estadual.
Impacto para os usuários
Na manhã desta terça-feira, as estações da CPTM registraram grande movimentação, com plataformas lotadas e atrasos nas composições. Muitos passageiros relataram dificuldade para embarcar e longos tempos de espera. A recomendação das autoridades é que os usuários busquem alternativas de transporte, como metrô e ônibus.
A CPTM, por meio de nota, informou que está cumprindo a determinação judicial e que fará o possível para minimizar os transtornos. A companhia também orientou os passageiros a consultarem os canais oficiais para obter informações em tempo real sobre a operação.
Negociações em andamento
Representantes do sindicato e da direção da CPTM estão reunidos em negociação mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). A expectativa é de que um acordo possa ser firmado ainda hoje, encerrando a paralisação. Entretanto, até o momento, não há confirmação de avanço nas conversas.
A greve dos ferroviários ocorre em um momento de alta demanda pelo transporte público, com o retorno das atividades presenciais e o aumento da circulação de pessoas na capital paulista. Especialistas alertam que a paralisação pode gerar impactos econômicos e sociais significativos, especialmente para trabalhadores de baixa renda que dependem do trem para se deslocar.



