Esquema milionário de fraude fiscal desvia R$ 21 milhões em Álvares Machado
Fraude fiscal de R$ 21 mi em Álvares Machado

Uma investigação conjunta entre polícias do interior de São Paulo e Mato Grosso revelou um esquema milionário de fraude fiscal e estelionato que desviou mais de R$ 21 milhões. O caso envolve um funcionário de uma empresa de algodão em Álvares Machado (SP), que atua como filial de uma organização sediada em Mato Grosso, onde vivem as vítimas.

Detalhes do esquema

O delegado Hércules Batista Gonçalves, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT), repassou informações detalhadas sobre o caso nesta terça-feira (28). Segundo ele, o suspeito trabalhava na algodoeira e, em conjunto com outro funcionário vendedor de Mato Grosso, realizava cessões de crédito fraudulentas.

A cessão de crédito é a transferência do direito de receber um pagamento futuro. No contexto do golpe, produtores rurais que vendiam algodão a prazo tinham seus créditos cedidos sem autorização. “Funcionários desse produtor rural de Mato Grosso possuíam acesso ao certificado digital do proprietário e passaram a realizar diversas cessões de crédito junto a comerciantes, sem o conhecimento [do responsável], gerando um prejuízo já identificado de mais de R$ 21 milhões”, afirmou o delegado.

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Ação policial

Na última quinta-feira (24), uma operação conjunta entre policiais de Presidente Prudente (SP) e de Mato Grosso cumpriu mandados de busca e apreensão no endereço do investigado. Foram apreendidos documentos sobre controle logístico do algodão e cessões de crédito utilizadas no esquema, além de um aparelho celular.

A operação foi realizada pelo 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (8º Baep) e pelo Gaeco-MT. Até o momento, ninguém foi preso. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e mensurar os prejuízos totais.

Origem do caso

O esquema veio à tona após a descoberta de fraudes que usavam dados de terceiros para emitir notas fiscais falsas e movimentar milhões de reais por meio de empresas de fachada. O caso segue sob investigação, e novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias.

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