Filho de princesa da Noruega condenado a 4 anos por estupro
Filho de princesa da Noruega condenado a 4 anos por estupro

O filho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Hoiby, de 29 anos, foi condenado nesta segunda-feira (15) a quatro anos de prisão por dois estupros, maus-tratos repetidos contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito. A sentença foi proferida pela Justiça da Noruega, após um julgamento que expôs a vida de excessos do jovem e abalou a monarquia do país nórdico.

Acusações e absolvições

Hoiby enfrentava 40 acusações, incluindo quatro de estupro, mas foi absolvido em duas delas. Os estupros pelos quais foi condenado ocorreram em 2018 e 2024, sendo um deles cometido na residência oficial de sua mãe, a princesa Mette-Marit, e do príncipe herdeiro Haakon. O Ministério Público havia pedido uma pena de sete anos e sete meses, enquanto a defesa solicitava absolvição nos casos de estupro e um ano e meio pelos demais delitos.

Vida de excessos e declarações

Hoiby, que não possui cargo oficial nem profissão fixa, sempre negou as acusações mais graves. Durante o julgamento, ele afirmou: “Sou conhecido principalmente como o filho da minha mãe, não por outra coisa. Por isso tive uma necessidade extrema de reconhecimento durante toda a minha vida. E isso se traduziu em muito sexo, muita droga e muito álcool.” Ele admitiu culpa em algumas acusações, como transporte de 3,5 quilos de maconha, lesões corporais e ameaças.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Detalhes dos crimes

Segundo a acusação, os estupros foram cometidos entre 2018 e 2024 após festas em que Hoiby consumiu álcool e drogas. Em cada caso, após relações sexuais consentidas, ocorreram atos ilegais quando as jovens pareciam estar dormindo. O debate judicial focou no estado de consciência das vítimas e no que Hoiby podia perceber. O promotor Sturla Henriksbo descreveu um réu “que acha que tudo lhe é permitido”. Hoiby negou ter “o hábito de manter relações sexuais com mulheres que estão dormindo” e denunciou a pressão da imprensa, que o teria transformado em “um monstro, alvo do ódio de toda a Noruega”.

Revelação do caso e impacto

O caso veio a público em 4 de agosto de 2024, quando Hoiby foi detido por supostamente agredir sua companheira em um bairro rico de Oslo. Fotos de uma faca cravada na parede e uma luminária quebrada foram publicadas. Outra mulher, a influenciadora Nora Haukland, afirmou ter sofrido violência física e psicológica, descrevendo um “regime de terror”. Durante o julgamento, Hoiby reconheceu que o ciúme poderia levá-lo a perder o controle. Investigadores encontraram vídeos em seus telefones e computadores que supostamente documentavam os estupros.

Consequências para a monarquia

Embora Hoiby não faça parte oficialmente da família real, o caso reduziu o apoio público à monarquia norueguesa, que ainda permanece relativamente alto. O escândalo se soma a outras controvérsias, como a correspondência entre Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014. A princesa, de 52 anos, diagnosticada com uma doença pulmonar incurável, teve seu estado de saúde agravado e está em lista de espera para transplante.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar