Ex-monitor escolar é preso preventivamente por estupro de vulnerável em MG
Ex-monitor preso por estupro de vulnerável em MG

A Polícia Civil investiga denúncias de crimes sexuais contra um ex-monitor escolar de 23 anos na Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, Minas Gerais. A 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da comarca decretou a prisão preventiva de André da Silva Moraes Júnior, denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por estupro de vulnerável, aliciamento de criança e descumprimento de medidas protetivas.

Decisão judicial e antecedentes

Na decisão assinada pelo juiz Ricardo Domingos de Andrade na quarta-feira (22), foi levado em conta que André admitiu ter mantido relação sexual com uma adolescente de 12 anos e descumpriu medida protetiva. O caso foi registrado em abril como estupro de vulnerável. Até a última atualização, o denunciado não havia dado entrada em nenhum presídio de Minas Gerais. O g1 não conseguiu localizar a defesa do ex-monitor.

Boletins de ocorrência e relatos das vítimas

Segundo o MPMG, há dois boletins de ocorrência contra o ex-monitor. No dia 11 de abril, uma mãe registrou um boletim por estupro de vulnerável após encontrar mensagens e fotos enviadas por André no celular da filha, de 12 anos. A menina relatou à polícia que manteve relações sexuais com o homem em duas ocasiões em janeiro e afirmou que ele a assediava há algum tempo. Um segundo boletim de ocorrência foi registrado por outra família no dia 7 de julho, por importunação sexual. O pai de uma menina de 11 anos denunciou que encontrou mensagens enviadas pelo ex-monitor à filha ao verificar o celular dela.

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Investigação e indiciamento

A Polícia Civil informou que o inquérito referente ao estupro de vulnerável foi concluído em abril, com o indiciamento do investigado. Após a conclusão, o MPMG denunciou André pelos crimes de estupro de vulnerável, aliciamento de criança e descumprimento de medidas protetivas. Já o caso de importunação sexual segue em investigação. Ambos os casos estão em segredo de Justiça.

Demissão e reação

Conforme a Secretaria Municipal de Educação, o funcionário trabalhava como auxiliar de aprendizagem, tinha vínculo temporário com o município e foi demitido logo após as denúncias. A data exata da demissão não foi divulgada. O caso gerou comoção na cidade e nas redes sociais, com prints de conversas entre o ex-monitor e a mãe de uma adolescente sendo amplamente compartilhados.

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