Um estudante de Medicina, de 39 anos, foi preso em flagrante por importunação sexual na madrugada desta segunda-feira (3), após ser denunciado por uma paciente no Hospital Universitário Alzira Velano, em Alfenas (MG). A prisão ocorreu por volta de 1h, depois que a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência.
Como aconteceu a denúncia
De acordo com a Polícia Militar, a paciente relatou que, durante seu atendimento no hospital, foi inicialmente assistida por um médico e uma enfermeira. Posteriormente, o estudante de Medicina entrou sozinho no quarto e solicitou que ela exibisse novamente as partes íntimas, sem que houvesse necessidade clínica para tal procedimento.
Segundo o relato da vítima, o estudante realizou contato físico na região genital sem autorização e sem utilizar luvas de procedimento, além de ter feito fotografias sem consentimento. A paciente também afirmou que ele fez perguntas de cunho pessoal que causaram constrangimento durante o atendimento.
Prisão em flagrante e encaminhamento
A Polícia Civil informou, em nota, que o estudante foi conduzido à 2ª Central Estadual do Plantão Digital, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelo crime de importunação sexual. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
A importunação sexual é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, e a prisão em flagrante é uma medida cabível para coibir a prática e garantir a apuração dos fatos.
Medidas do hospital
Em nota enviada à EPTV, afiliada à TV Globo, o Hospital Universitário Alzira Velano informou que afastou o estudante de todas as atividades na instituição assim que tomou conhecimento da denúncia. O hospital também instaurou procedimentos internos para apurar o caso, seguindo seus protocolos institucionais, e mantém diálogo com a instituição de ensino responsável pelo estudante.
A direção do hospital ressaltou que a conduta denunciada não faz parte dos protocolos assistenciais da instituição e destacou que estudantes de Medicina não são autorizados a realizar atendimentos desacompanhados de um médico supervisor. Ainda segundo a instituição, a paciente e seus familiares recebem acolhimento e suporte da equipe multiprofissional desde o primeiro momento.
Posicionamento oficial
O hospital afirmou que está à disposição das autoridades e irá colaborar integralmente com as investigações, fornecendo as informações e documentos necessários. Em nota, a instituição declarou que reafirma seu compromisso com a ética, a assistência segura e a proteção dos direitos dos pacientes, destacando que qualquer conduta incompatível com esses princípios é tratada com rigor e não encontra respaldo nos valores do hospital.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e analisar as imagens das câmeras de segurança do hospital para esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A instituição de ensino responsável pelo estudante ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.



