A estudante de Medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 20 anos, foi brutalmente assassinada a facadas na última sexta-feira (28) em Barbacena, Minas Gerais. O principal suspeito, o namorado Gustavo Dutra, está preso. O ex-marido da jovem revelou que ela havia solicitado uma medida protetiva contra o companheiro, mas retirou a queixa dias antes do crime.
Medida protetiva foi solicitada e depois retirada
De acordo com o ex-marido de Letícia, a estudante procurou a delegacia para pedir uma medida protetiva após sofrer ameaças e ciúmes excessivos de Gustavo. No entanto, ela voltou atrás e retirou a queixa, acreditando que o namorado pudesse mudar de comportamento. O ex-marido afirmou que Letícia estava com medo, mas tinha esperança de que a relação melhorasse.
Crime brutal choca comunidade
Letícia foi morta com mais de cem facadas, o que indica extrema violência. O corpo foi encontrado em sua residência. A Polícia Militar foi acionada e prendeu Gustavo Dutra em flagrante. A faca usada no crime foi apreendida. A comunidade acadêmica e os moradores de Barbacena estão consternados com a brutalidade do assassinato.
Feminicídio em investigação
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso como feminicídio. A delegada responsável, Ana Paula Silva, afirmou que as circunstâncias apontam para um crime motivado por gênero. “Todas as evidências indicam que Letícia foi vítima de violência doméstica e feminicídio. Estamos apurando os detalhes para garantir a punição do agressor”, disse.
Família clama por justiça
A família de Letícia está abalada e pede justiça. O ex-marido, que não teve o nome divulgado, declarou: “Ela era uma pessoa maravilhosa, cheia de sonhos. Não podemos deixar que esse crime fique impune.” Amigos e colegas de faculdade organizaram uma manifestação em frente ao fórum da cidade para pressionar as autoridades.
Dados sobre violência doméstica no Brasil
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 1.400 feminicídios em 2025, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. A maioria dos casos envolve parceiros ou ex-parceiros. Especialistas alertam que a retirada de medidas protetivas é comum, muitas vezes por medo ou esperança de reconciliação, o que pode aumentar o risco de tragédias.



