PF desvenda lavagem de dinheiro com esposas de policiais civis no RJ
Esposas de policiais civis são laranjas em lavagem de dinheiro

A sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, expôs um esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro que envolvia policiais civis e suas esposas, utilizadas como 'laranjas' para ocultar patrimônio. As investigações apontam que Luisi Pinho e Luana Oliveira, casadas com os policiais Pablo Jukia Felix Ferreira e José Carlos Alves, respectivamente, figuravam como sócias ou administradoras de mais de 80 postos de combustíveis.

Esquema movimentou R$ 7,6 bilhões

De acordo com a Polícia Federal, o esquema movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos. As transações eram realizadas por meio de práticas comerciais suspeitas que evitavam o sistema bancário eletrônico, dificultando o rastreamento. O advogado Renivaldo Granja Junior era o responsável por gerenciar a ocultação patrimonial, estruturando as empresas de fachada e orientando os envolvidos.

Estrutura criminosa

As esposas dos policiais civis atuavam como 'laranjas', ou seja, emprestavam seus nomes para registrar empresas e movimentar recursos ilícitos. A operação Unha e Carne já havia identificado anteriormente a participação de policiais civis em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, mas esta fase focou no uso de familiares para blindar o patrimônio.

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Segundo a PF, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e bens que ainda não foram sequestrados. A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Rio de Janeiro.

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