O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a obtenção de seu green card – documento que concede residência permanente nos Estados Unidos – durante a gestão de Donald Trump não foi um gesto político. Em entrevista ao blog, o parlamentar disse que o processo foi conduzido por razões estritamente familiares e que não houve qualquer interferência ou favorecimento por parte do então presidente americano.
Contexto da declaração
Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu o green card em 2020, quando Trump ainda estava na Casa Branca. A informação veio a público recentemente e gerou especulações sobre uma possível articulação política entre as famílias Bolsonaro e Trump. O deputado, no entanto, rejeita essa interpretação. "Não foi gesto político. Foi uma questão familiar, de união", declarou.
Detalhes do processo
O green card foi concedido por meio de um pedido de residência baseado em laços familiares. Eduardo é casado com a americana Heloísa Wolf, e o processo seguiu os trâmites legais comuns para cônjuges de cidadãos norte-americanos. "Minha esposa é americana, e eu tenho o direito de buscar a residência no país dela. Não há nada de político nisso", explicou.
O parlamentar também destacou que o green card não altera sua atuação política no Brasil. "Continuo sendo deputado federal, cumprindo meu mandato e defendendo as pautas que sempre defendi. Minha vida é no Brasil", afirmou.
Reações e críticas
A notícia gerou reações diversas no cenário político brasileiro. Aliados de Eduardo Bolsonaro minimizaram o fato, enquanto opositores viram na obtenção do green card uma contradição com o discurso nacionalista do clã Bolsonaro. O deputado rebateu as críticas: "Quem critica não conhece a realidade de quem tem família binacional. É um direito meu e da minha esposa".
Segundo dados do Departamento de Imigração dos EUA, em 2020 foram concedidos cerca de 1,1 milhão de green cards, sendo a maioria por laços familiares. O caso de Eduardo Bolsonaro, portanto, não foge à regra estatística, mas ganhou repercussão por seu cargo público e proximidade com Trump.
Posicionamento oficial
Até o momento, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil não se pronunciou sobre o caso. A assessoria de Eduardo Bolsonaro informou que todos os documentos foram apresentados dentro da lei e que não há qualquer irregularidade no processo.
O deputado encerrou a entrevista reafirmando sua independência: "Não preciso de gestos políticos para nada. Minha relação com os EUA é pessoal, não partidária".



