Dino autoriza novas diligências no caso Sóstenes
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma nova fase de investigação sobre os R$ 468,7 mil apreendidos com o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Na decisão, Dino destacou a existência de uma 'sombra de inverossimilhança' nas justificativas apresentadas pelo parlamentar para a origem do dinheiro.
De acordo com o ministro, a Polícia Federal não encontrou ligação clara entre os valores apreendidos e a venda de um imóvel em Ituiutaba (MG), como alegado pela defesa de Sóstenes. A cronologia dos fatos e a ausência de registros financeiros consistentes reforçam as suspeitas de peculato, levando ao aprofundamento das investigações.
Contexto do caso
O montante de R$ 468,7 mil foi apreendido pela Polícia Federal em poder de Sóstenes Cavalcante durante a operação que apura desvios de recursos públicos. O deputado sempre negou irregularidades, afirmando que o dinheiro era proveniente da venda de um imóvel de sua propriedade. No entanto, as investigações iniciais não conseguiram comprovar essa versão.
Dino pediu vista do processo, mas prometeu devolvê-lo assim que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicar o acórdão relacionado ao caso. O ministro também determinou que a PF realize novas diligências para esclarecer a origem dos recursos e eventuais vínculos com crimes de peculato.
Impacto político
Sóstenes Cavalcante é uma figura conhecida no cenário político, com atuação na Câmara dos Deputados. A nova fase da investigação pode ter repercussões significativas, especialmente em ano eleitoral. A defesa do deputado ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão de Dino.
O caso segue sob sigilo, mas a autorização para novas investigações indica que o STF considera as suspeitas suficientemente robustas para justificar um aprofundamento das apurações.



