A batalha judicial pelo destino da filha de Elize Matsunaga chegou a um desfecho após seis anos de disputa. O exame de DNA, solicitado pela defesa da família paterna, foi o elemento central para definir a guarda da criança. O resultado confirmou que a menina é filha biológica de Marcos Matsunaga, empresário assassinado por Elize em 2012.
Decisão baseada em evidências científicas
O juiz responsável pelo caso determinou que a guarda da menor fosse transferida para os avós paternos, com base no vínculo biológico comprovado. "O exame de DNA foi o fator determinante para garantir o bem-estar da menor, assegurando que ela cresça em um ambiente familiar estável", afirmou o magistrado em sua sentença.
A defesa de Elize Matsunaga tentou contestar o resultado, argumentando que a criança deveria permanecer sob cuidados maternos, mas o tribunal considerou o laudo pericial incontestável. A decisão final foi proferida em julho de 2016, encerrando uma longa novela jurídica.
Antecedentes do crime
Elize Matsunaga foi condenada a 16 anos de prisão pelo homicídio do marido, Marcos Matsunaga, em 2012. Ela confessou o crime, alegando legítima defesa após descobrir que a vítima a traía. O corpo foi esquartejado e encontrado em uma mala.
Durante o julgamento, a filha do casal, então com 3 anos, foi entregue provisoriamente aos avós paternos. A partir daí, iniciou-se a disputa pela guarda definitiva, que só foi resolvida com o exame de DNA.
Impacto na vida da criança
A decisão judicial priorizou o interesse da menor, segundo especialistas. "A estabilidade emocional e a convivência com a família paterna foram considerados fatores essenciais", explicou a psicóloga forense contratada pelo tribunal. A menina, hoje com 7 anos, vive com os avós e mantém visitas supervisionadas com a mãe na penitenciária.
O caso gerou amplo debate sobre o papel dos exames de paternidade em disputas de guarda, especialmente quando um dos genitores é condenado por crime violento.
Reações das partes envolvidas
O advogado da família Matsunaga declarou: "A justiça foi feita. A criança merece crescer longe do trauma causado pelo crime da mãe." Já a defesa de Elize afirmou que recorrerá da decisão, mas o tribunal já negou provimento ao recurso. O Ministério Público manifestou-se favorável ao laudo pericial.
Com o resultado, a filha de Elize Matsunaga permanece sob guarda dos avós, e o vínculo biológico com o pai foi oficialmente reconhecido, encerrando a incerteza judicial que durou mais de meia década.



