Condenado a 23 anos por feminicídio em Imperatriz
Condenado a 23 anos por feminicídio em Imperatriz

O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou, nesta quinta-feira (11), Eliezio da Silva Santos a 23 anos e dois meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Marcilene Sousa Rodrigues. O crime aconteceu em janeiro de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. Segundo as investigações, o réu perseguiu a vítima após o fim do relacionamento e a matou com um golpe de faca no pescoço.

Detalhes da condenação

A acusação foi conduzida pelo promotor de justiça Carlos Róstão, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e condenaram o réu por feminicídio, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, emboscada, recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de meio cruel e asfixia.

Histórico de violência

As investigações apontaram que Marcilene já havia sido alvo de outras tentativas de feminicídio em Colinas, onde viveu com o réu por cerca de dois anos. Em duas ocasiões, Eliezio teria contratado um pistoleiro para matar a ex-companheira. Após as ameaças, a vítima se mudou para Imperatriz e buscou abrigo na Casa da Mulher Maranhense. Depois de deixar o local, passou a morar em uma quitinete.

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O crime

Conforme a investigação, Eliezio descobriu o endereço da ex-companheira, alugou um imóvel no mesmo condomínio usando uma identidade falsa e, no dia do crime, a esperou voltar do trabalho para atacá-la. Marcilene Sousa Rodrigues, de 36 anos, foi assassinada na noite de 1º de março de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. Segundo a polícia, ela caminhava por uma rua da região quando foi abordada pelo autor do crime e atingida por um golpe de faca na garganta. A vítima morreu ainda no local.

Investigação

O principal suspeito apontado pelas investigações era o ex-companheiro de Marcilene. A mulher havia deixado a cidade de Colinas poucos dias antes do crime, após o fim do relacionamento. De acordo com as investigações, ela já havia sido vítima de violência e de uma tentativa de feminicídio enquanto morava com o suspeito. O caso foi investigado pela Polícia Civil como feminicídio. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz para os procedimentos periciais.

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