O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 71 anos, registrou uma piora significativa em seus episódios de soluços nos dias 9 e 10 de junho, conforme relatório médico semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A intensidade e a frequência das crises levaram a equipe médica a administrar doses extras de medicamentos, atingindo o chamado 'limite terapêutico de segurança'.
Contexto da prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF devido ao seu estado de saúde. Ele se recupera de uma broncopneumonia aspirativa e acompanha questões crônicas. Recentemente, também passou por uma cirurgia no ombro direito.
Novos procedimentos médicos
Segundo o relatório, a persistência dos soluços exige a realização de novos procedimentos para ajuste terapêutico. O ex-presidente será submetido a:
- Endoscopia digestiva alta;
- Manometria esofágica de alta resolução;
- pHmetria gástrica.
Esses exames visam investigar a função do esfíncter esofágico inferior e analisar a presença de esofagite crônica, fatores que podem estar relacionados à recorrência dos soluços.
Estado geral de saúde
No boletim enviado ao STF, os médicos informam que, do ponto de vista cardiológico, Bolsonaro permanece estável, com pressão arterial controlada. No entanto, ele mantém queixas de cansaço e fadiga ao realizar esforços médios, além de oscilações no equilíbrio corporal.
A prisão domiciliar de Bolsonaro é monitorada e integra a execução da pena a que foi condenado pelo STF.



