Associações jurídicas brasileiras repudiam ofensas de Milei contra Alexandre de Moraes
Associações repudiam ofensas de Milei contra ministro do STF

As principais associações jurídicas do Brasil se manifestaram contra as declarações do presidente argentino Javier Milei direcionadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) emitiram notas oficiais repudiando as ofensas e expressando solidariedade ao magistrado.

Contexto das declarações

Em entrevista recente, Milei chamou Moraes de "autoritário" e criticou sua atuação no inquérito das fake news e nas investigações sobre atos antidemocráticos. As falas foram consideradas desrespeitosas e uma ingerência nos assuntos internos do Brasil, gerando reação imediata das entidades representativas do Direito.

Posição do IASP

O presidente do IASP, José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro, afirmou que as declarações de Milei "atentam contra a soberania do sistema judicial brasileiro e contra a independência do Poder Judiciário". A entidade, que reúne mais de 10 mil advogados, cobrou do governo argentino uma retratação oficial. "Não podemos tolerar que um chefe de Estado estrangeiro desrespeite um ministro da mais alta corte do Brasil", destacou Ribeiro em nota.

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Manifestação da Ajufe

A Ajufe, que representa cerca de 2 mil juízes federais, também repudiou as ofensas. O presidente da associação, Eduardo José Carvalho, classificou as falas como "inaceitáveis" e defendeu a atuação de Moraes. "O ministro age dentro da legalidade e da Constituição, combatendo o extremismo e protegendo a democracia. As críticas infundadas de Milei são um retrocesso nas relações bilaterais", afirmou Carvalho.

Impacto diplomático

Analistas apontam que o episódio pode gerar tensão entre Brasil e Argentina, tradicionalmente aliados no Mercosul e em fóruns internacionais. O Itamaraty ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que o governo brasileiro avalia as declarações com preocupação. Enquanto isso, associações jurídicas e entidades de classe reforçam a defesa da autonomia judicial e da soberania nacional.

Reações no STF

Internamente, os ministros do STF demonstraram apoio a Moraes. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que "o tribunal está unido na defesa da independência de seus membros". A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se solidarizou, classificando as ofensas como "ataques à democracia".

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