A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira, 10, a proibição de comercialização, distribuição e uso, além da apreensão, de quatro lotes falsificados de Mounjaro (tirzepatida). A medida atende a um alerta da própria Eli Lilly, farmacêutica detentora do registro do medicamento, que identificou no mercado nacional unidades com características divergentes do padrão original de fábrica.
Lotes falsificados identificados
Os lotes afetados pela decisão regulatória são: Mounjaro 10 mg (lote 855044) e Mounjaro 15 mg (lotes D880403, MJR 257 e D854901). Segundo a Anvisa, as fraudes incluem numerações de lotes não reconhecidas pela fabricante, inconsistências nos sistemas de rastreabilidade e até erros de grafia no material gráfico. No lote D880403, por exemplo, a palavra em inglês "soluction" foi utilizada em vez da grafia correta "solution", além de um dispositivo aplicador incompatível com a caneta injetora original.
Sanções a produtos naturais irregulares
A Anvisa também impôs sanções a fitoterápicos e suplementos comercializados sem registro, notificação ou cadastro na agência. Os produtos eram fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento (AFE). A autarquia proibiu todos os lotes da marca PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. Me, de Fortaleza, que incluía itens como “Mounjaro Natumix” e “Ozempic Natural Natumix”, além de compostos como Tribulus Terrestris com Maca, Amora Branca, Sucupira e Ora Pro Nóbis.
As proibições foram estendidas a linhas da Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda. (incluindo Calm Je’s, Lipo Je’s e Milagroso) e ao estimulante Mega Viril Lótus Nutri, fabricado pela Muwiz Indústria e Laboratório Ltda. As fabricantes ainda não se pronunciaram sobre as sanções.



