Recadastramento de armas das polícias do RJ após fuzil com ex-prefeito
Recadastramento de armas das polícias do RJ após fuzil com ex-prefeito

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, determinou o recadastramento de todas as armas de uso restrito das polícias Civil e Militar que foram cedidas a terceiros. A medida foi anunciada após a apreensão de um fuzil da Polícia Militar com o ex-prefeito Márcio Canella, durante uma operação da Polícia Federal no dia 7 de julho de 2026.

Apreensão do fuzil com Canella

A operação da Polícia Federal flagrou Márcio Canella, ex-prefeito de uma cidade do estado, na posse de um fuzil pertencente à PM fluminense. A arma estava no veículo do ex-prefeito, o que gerou comoção e acendeu alertas sobre o desvio de armamentos oficiais. O caso levou o governo estadual a agir rapidamente para reforçar o controle sobre o arsenal policial.

De acordo com informações da Polícia Federal, a arma era de uso restrito e sua posse por um civil sem autorização configura crime. A investigação segue em andamento para apurar como o fuzil foi parar com Canella.

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Decreto de recadastramento

O decreto assinado por Ricardo Couto estabelece que todas as armas de uso restrito cedidas a terceiros (pessoas físicas ou jurídicas) pelas polícias Civil e Militar devem ser recadastradas em até 30 dias. As unidades policiais deverão fornecer informações detalhadas, incluindo número de série, modelo, calibre e localização atual de cada arma.

O descumprimento acarretará o recolhimento imediato do armamento e possíveis sanções administrativas e penais. O governo estadual justificou a medida como necessária para evitar que armas oficiais sejam desviadas para o crime organizado ou para pessoas sem autorização.

Detalhes do recadastramento

O recadastramento abrangerá fuzis, pistolas, submetralhadoras e outras armas de uso restrito que estejam sob responsabilidade de terceiros, como policiais aposentados, ex-integrantes das forças de segurança ou mesmo civis que as tenham recebido por decisões judiciais ou convênios. O processo será coordenado pela Secretaria de Segurança Pública, com apoio das corregedorias das polícias.

Além do recadastramento, o governador determinou a criação de um banco de dados centralizado para monitorar o rastreamento de todas as armas do estado, inclusive aquelas em posse de policiais da ativa. A ideia é evitar que episódios como o de Canella se repitam.

Impacto e próximos passos

A medida de Ricardo Couto é vista como uma resposta imediata ao desgaste causado pela apreensão do fuzil. Especialistas em segurança pública apontam que o recadastramento pode reduzir as brechas que permitem o extravio de armas, mas ressaltam que a fiscalização continuada é essencial. O governo prometeu auditorias periódicas e a implantação de sistemas eletrônicos de rastreamento.

O ex-prefeito Márcio Canella permanece sob investigação, e a Polícia Federal não descarta novas apreensões ou indiciamentos. O caso reforça a necessidade de maior transparência e controle sobre o armamento estatal no Rio de Janeiro.

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