Leitores criticam inércia do Estado sobre presídios e violência política de gênero
Leitores criticam inércia do Estado sobre presídios e violência política

Inércia dos Três Poderes diante do caos prisional

Em carta ao Estadão, Maria Cecilia de Almeida Parasmo questiona o motivo da inércia dos Três Poderes diante da catastrófica notícia divulgada pelo “Relatório Final do 1.º Mutirão Nacional de Diagnóstico da Habitabilidade do Sistema Prisional”. Para ela, os órgãos públicos, lenientes e silenciosos, estão envolvidos na situação por não obrigarem a aplicação da lei. A única saída, acredita, está em o Estado acordar e investir em educação desde a primeira infância, mas enquanto isso não ocorre, são necessárias medidas urgentes para minimizar o “inferno na Terra”.

Violência política de gênero atinge mulheres de diferentes ideologias

A Fraternidade Judaica de Alunos da USP manifesta profunda preocupação com o crescimento da violência política de gênero no Brasil. Mulheres de diferentes correntes políticas têm sido alvo de ataques que extrapolam o debate democrático e recorrem à misoginia e ao racismo. A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), ao apresentar projeto de lei contra o antissemitismo, foi alvo de ofensas que atingiram sua condição de mulher. A senadora Damares Alves (Republicanos-PR) denunciou ameaças a ela e à sua filha, incluindo ataques racistas em razão da origem indígena. A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco (PT) também foi alvo de ataques misóginos e racistas. A entidade alerta que essa realidade alcança as universidades, onde mulheres líderes frequentemente são atacadas, e pede urgência no fortalecimento de políticas públicas de proteção.

Noruega como exemplo de gestão de riquezas naturais

Willian Martins, de Guararema, elogia o artigo sobre o fundo soberano da Noruega, um cofre de US$ 2 trilhões, e lamenta que cultura e disciplina sejam impossíveis de exportar. Para ele, o Brasil, abundante em riquezas naturais, poderia replicar a austeridade norueguesa, mas a colonização portuguesa deixou como legado a cultura do jeitinho e do gasto desenfreado. Enquanto crianças escandinavas nascem com perspectiva, as brasileiras nascem com uma dívida pública impagável.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Futebol: desrespeito às regras e interferência política

José Antonio Braz Sola relembra o episódio de 1962, quando Mané Garrincha, expulso na semifinal da Copa do Mundo, jogou a final sem cumprir suspensão graças a manobras da delegação brasileira e à influência diplomática do então ministro Tancredo Neves. Para ele, faltaram ética e desportividade às autoridades esportivas e governamentais. Arcangelo Sforcin Filho comenta a ligação de Trump a Gianni Infantino: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Combate ao crime organizado: respostas tardias do governo

Izabel Avallone, do Rio de Janeiro, critica a dificuldade do governo Lula em enfrentar o crime organizado. Ela cita o constrangimento de ver uma investigada sancionada pelos EUA por supostas ligações com o PCC colocada em liberdade pela Justiça brasileira, enquanto o principal alvo da operação continua foragido. Para ela, entre recursos e habeas corpus, a punição nunca chega ou chega tarde demais. Facções ampliam sua influência e movimentam bilhões, enquanto as respostas do governo seguem aquém da gravidade do problema.

Brasil sem educação: 64 milhões fora da escola

J. S. Vogel Decol, de São Paulo, expressa grande preocupação com o estudo da Rede EJA e Inclusão Produtiva, que aponta 64 milhões de jovens e adultos fora da escola e sem educação básica completa, 37% da população maior de 15 anos. Ele questiona o futuro do País com um terço da população sem instrução mínima para o trabalho.

Desalento geral: política, Judiciário e futebol desacreditados

Luiz Gonzaga Tressoldi Saraiva, de Salvador, lamenta a politicagem de baixo nível, o Judiciário atolado em denúncias de corrupção e penduricalhos, e o futebol desacreditado pelo excesso de tecnologia e pelas bets. Para ele, resta um desalento geral, como se fôssemos um bando de idiotas que teima em votar ou ir ao estádio.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Tecnologia no futebol: exagero no impedimento

Panayotis Poulis, do Rio de Janeiro, acha que a Fifa exagera no uso da tecnologia, especialmente no impedimento, onde até um fio de cabelo é considerado. Para ele, o futebol está perdendo a graça. Quanto à seleção brasileira, já previa que não passaria das oitavas de final.

Inimigos íntimos: torcer contra a Argentina na economia

Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, discorda de que muitos torçam contra a Argentina na economia. Para ele, quem torce contra a Argentina, hoje com governo de direita, é a esquerda brasileira. Já no futebol, muitos brasileiros admiram Messi e a raça argentina.

CBF precisa explicar renovação de contrato e convocação

Tomomasa Yano, de Campinas, cobra da CBF explicações sobre a renovação do contrato do técnico às vésperas da Copa e a convocação de um jogador sem condições de jogo, que entrou como “salvador da Pátria” e marcou o único gol. Ele critica a crença da CBF em talento individual em vez de jogo coletivo.