Indicador do BC revela discrepância no crescimento econômico regional
BC aponta disparidade no crescimento regional

O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central revelou discrepâncias significativas no crescimento econômico entre os estados brasileiros no primeiro semestre de 2026. Enquanto algumas regiões apresentaram expansão robusta, outras registraram desempenho abaixo da média nacional.

Destaques regionais

De acordo com o BC, o estado do Amazonas liderou o crescimento com alta de 4,2% no período, impulsionado pelo polo industrial de Manaus e pelo aumento da produção de eletroeletrônicos. Em contraste, o Rio Grande do Sul teve retração de 0,8%, afetado pela estiagem que prejudicou a agropecuária.

O Sudeste, maior centro econômico do país, cresceu 1,5%, puxado por São Paulo (1,8%) e Minas Gerais (1,3%). O Rio de Janeiro, no entanto, ficou estagnado com variação de 0,1%, reflexo da crise fiscal e da queda na arrecadação de royalties do petróleo.

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Nordeste e Centro-Oeste

No Nordeste, o destaque foi o Maranhão, com crescimento de 3,5%, beneficiado por investimentos em energia eólica e infraestrutura portuária. Já a Bahia cresceu 2,1%, enquanto Pernambuco registrou alta de 1,7%. O Centro-Oeste apresentou desempenho homogêneo, com Mato Grosso crescendo 2,8% e Goiás, 2,5%, ambos alavancados pelo agronegócio.

O economista-chefe do Banco Central, Carlos Viana, afirmou que "os dados mostram a heterogeneidade da economia brasileira, com regiões se beneficiando de diferentes vetores de crescimento". Ele ressaltou que a política monetária do BC tem buscado equilibrar a inflação sem prejudicar a retomada regional.

Impacto e perspectivas

O IBCR é um indicador mensal que acompanha a evolução da atividade econômica nos estados, com base em dados de produção industrial, vendas no varejo, serviços e emprego. No primeiro semestre, a média nacional foi de 1,9%, mas a dispersão entre os estados foi a maior desde 2020, ano da pandemia.

Para o segundo semestre, o BC projeta uma desaceleração moderada, com o crescimento nacional em torno de 1,5%, mas mantendo as disparidades regionais. O governo federal estuda medidas para estimular as regiões mais fracas, como a ampliação de linhas de crédito do BNDES e investimentos em infraestrutura.

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