O governo da Índia solicitou um prazo adicional para responder à exigência de renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, em meio a protestos massivos contra o vazamento de provas de exames nacionais. As manifestações representam o maior desafio enfrentado pelo primeiro-ministro Narendra Modi desde que chegou ao poder, em 2014.
Protestos em Nova Délhi e outras cidades
Milhares de pessoas se reuniram em Jantar Mantar, em Nova Délhi, e em outras cidades indianas para exigir a saída de Pradhan. Os manifestantes acusam o ministro de negligência após a divulgação de que provas de concursos públicos e vestibulares foram vazadas, comprometendo a integridade do sistema educacional.
O Partido Popular Barata (CJP) liderou as manifestações, que contaram com a participação de estudantes, professores e ativistas. Em Calcutá, uma das cidades mais afetadas, os protestos foram marcados por discursos inflamados e faixas pedindo justiça.
Resposta do governo
Em comunicado oficial, o Ministério da Educação informou que está analisando as demandas e que precisará de mais tempo para apresentar uma resposta formal. "O governo leva a sério as preocupações dos estudantes e está comprometido em garantir a transparência nos processos seletivos", disse um porta-voz, que pediu anonimato.
Segundo fontes do governo, a estratégia é ganhar tempo para conter a crise e evitar que o caso se transforme em um escândalo político de grandes proporções. O vazamento teria afetado milhares de candidatos em todo o país.
Impacto político
Analistas políticos apontam que a crise é um teste para a popularidade de Modi, que até agora conseguiu manter uma imagem de líder forte e incorruptível. O vazamento de provas, no entanto, expõe fragilidades na administração e pode enfraquecer a base de apoio do primeiro-ministro.
"Este é o maior desafio que Modi enfrenta desde 2014. A questão educacional toca diretamente a vida dos jovens e pode ter consequências eleitorais", afirmou o cientista político Ravi Sharma, da Universidade de Délhi.
Enquanto isso, a oposição intensifica os ataques ao governo. O Congresso Nacional Indiano convocou uma greve geral para a próxima semana, aumentando a pressão sobre o Executivo.



