Governo de Minas Gerais suspende assembleias sobre escolas cívico-militares durante férias
Governo de Minas Gerais suspende assembleias sobre escolas cívico-militares durante férias

O governo de Minas Gerais anunciou, nesta segunda-feira (14), a suspensão temporária das assembleias escolares que consultam pais, alunos e profissionais da educação sobre a adesão ao modelo de escolas cívico-militares. A decisão foi motivada pelo curto prazo estipulado inicialmente, que coincidiu com o período de férias escolares, dificultando a participação da comunidade.

Segundo o governador Romeu Zema, a suspensão visa garantir a ampla escuta da comunidade escolar. O secretário estadual de Educação, Igor Alvarenga, afirmou que a pausa representa um momento democrático para ouvir famílias, professores e estudantes. Ainda não há nova data definida para as assembleias, mas a expectativa é que o processo seja retomado após o recesso escolar, a partir de 1º de agosto.

Nove escolas estaduais de Minas Gerais já aderiram ao modelo cívico-militar, mas o governo não apresentou dados dos desempenhos dessas unidades desde a mudança. A Secretaria de Educação informou que divulgará esses números ainda nesta segunda-feira. As escolas que já realizaram suas assembleias não serão afetadas, e os resultados continuam válidos. Um exemplo é o Estadual Central, que rejeitou a proposta por 84% dos votos.

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O governo esclarece que a adesão ao novo formato não será automática, mesmo nas escolas onde a maioria for favorável. A próxima etapa será identificar quais escolas têm interesse e analisar a disponibilidade de policiais e bombeiros da reserva, além das condições orçamentárias. Atualmente, mais de 700 instituições estão incluídas no processo de consulta.

O modelo de escolas cívico-militares foi criado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e revogado nacionalmente em 2023. Minas Gerais decidiu retomar o projeto por meio de uma proposta estadual, com gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Parlamentares de oposição criticaram a iniciativa, apontando possível inconstitucionalidade.

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