O Censo Escolar 2025, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), revela que, apesar de uma queda de 1 milhão de alunos na educação básica em apenas um ano, o ensino integral e a formação profissional registraram aumento no número de matrículas. Especialistas apontam que esses dois pilares podem ajudar a reduzir a evasão escolar.
De 2024 a 2025, houve um incremento de cerca de 208 mil novas matrículas no ensino técnico, totalizando 1.290.081 alunos. A maior parte está em escolas estaduais (75%), seguidas por institutos federais (19%), rede privada (4%) e escolas municipais (0,8%). No Novo Ensino Médio, a carga horária inclui itinerários formativos, como a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), que alia o currículo básico a formações profissionalizantes.
O crescimento do ensino integral foi impulsionado pela Emenda Constitucional nº 135/2024, que vinculou recursos do Fundeb ao fomento de matrículas em tempo integral. A partir de 2026, estados e municípios devem aplicar ao menos 4% da verba do fundo nessa área. No entanto, especialistas alertam que a mudança na regra de financiamento pode interromper a expansão nos próximos anos.
O Censo também mostrou que o número de professores temporários na educação básica é elevado: 813 mil profissionais (42,6% do total). Na rede estadual, os temporários são maioria (48,6%), superando os efetivos (48,5%). Além disso, houve queda no índice de professores com licenciatura (de 96,85% para 96,1%) e baixos percentuais de mestres (4,04%) e doutores (1,13%) entre os docentes.



