Ventania no Rio: El Niño já deixa seus sinais com caos e destruição
Ventania no Rio: El Niño já deixa seus sinais

A forte ventania que atingiu a cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 29 de julho, já é considerada um sinal direto da influência do El Niño, fenômeno climático que aquece as águas do Pacífico e altera padrões de vento e chuva no Brasil. Rajadas que chegaram a 80 km/h provocaram queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversos bairros.

Danos e Estragos

De acordo com a Defesa Civil, foram registradas mais de 200 ocorrências relacionadas ao vento entre a manhã e o início da tarde. No bairro da Tijuca, uma árvore de grande porte caiu sobre dois carros estacionados, felizmente sem vítimas. Em Copacabana, a fachada de um prédio foi parcialmente arrancada, obrigando o isolamento da calçada. A Light, concessionária de energia, informou que cerca de 50 mil imóveis ficaram sem luz em pontos da Zona Sul e Norte.

Conexão com o El Niño

O meteorologista José Alencar, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explicou ao GLOBO: "O El Niño está em fase de intensificação, e o Atlântico Sul também está mais quente. Isso cria condições para ventos fortes e repentinos, como os que vimos hoje. Não é um evento isolado; é parte de um padrão que deve se repetir nas próximas semanas." A previsão é que a intensidade dos ventos diminua a partir de quinta-feira, mas a combinação de calor e umidade ainda pode gerar temporais localizados.

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Impacto na População

Moradores relataram susto e prejuízos. Em Vila Isabel, uma idosa de 78 anos ficou ferida ao ser atingida por um galho, sendo levada ao hospital com ferimentos leves. A Prefeitura do Rio montou um gabinete de crise para coordenar a limpeza e a poda de árvores. O prefeito Eduardo Paes afirmou em entrevista: "Estamos mobilizando todas as equipes para restabelecer a normalidade o mais rápido possível. Pedimos que a população evite sair de casa sem necessidade até que os ventos diminuam."

Previsão para os Próximos Dias

O sistema de alta pressão que se aproxima do litoral fluminense deve reduzir a velocidade dos ventos, mas a influência do El Niño ainda é sentida. Modelos climáticos indicam que setembro e outubro podem ter mais episódios de ventania e chuvas acima da média na região Sudeste. Especialistas recomendam atenção redobrada em áreas de encosta e com árvores de grande porte.

Até o fechamento desta edição, a Defesa Civil contabilizava 120 árvores caídas, 30 ocorrências de destelhamento e 15 pontos de alagamento. O Aeroporto Santos Dumont operou com restrições por duas horas, mas já normalizou as operações.

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