As tempestades que atingem o Rio Grande do Sul desde segunda-feira (27) avançaram pela madrugada de terça-feira (28) e causaram mais destruição, destelhando mais de mil casas e elevando o nível dos rios.
Granizo e ventania em Santo Antônio das Missões
Em Santo Antônio das Missões, o granizo destelhou cerca de 500 casas. “Aí começou a cair pedra, né, e pedra e pedra. Eu corri, peguei, botei as criança debaixo da mesa e tapei com colchão”, relatou a recicladora Rosecler do Amaral. Horas depois, uma ventania arrancou parte das lonas que cobriam os telhados danificados.
Coberturas improvisadas em Ernestina
Em Ernestina, o conserto dos telhados precisou ser feito debaixo de muita chuva. “Nos cederam a lona aí pra nós colocar, né, mas mesmo com a lona tá difícil. Tá molhando tudo, mas temo aí, fazer o que, né. É muita chuva pela frente e temo que se cuidar mais, né”, disse Eleandro Borchat.
Rajadas de quase 90 km/h
Rajadas de quase 90 km/h provocaram estragos em várias regiões do estado. Em Caxias do Sul, uma árvore caiu sobre uma casa e atingiu um morador enquanto ele dormia. “Bem em cima da cama mesmo, bem onde eu tava deitado. Tive que sair meio rastejando pra trás da cama pra conseguir sair”, contou Josias da Silva Ferreira.
Osório e a queda de postes
Em Osório, mais de 200 casas foram destelhadas e dezenas de postes caíram. Em alguns trechos, os fios tomaram conta das ruas. Parte da cidade passou o dia sem luz. O vento também danificou prédios públicos e uma concessionária de carros.
Alertas e precaução em Santa Cruz do Sul
Antes da chegada do temporal, moradores receberam alertas da Defesa Civil nos celulares. “Não deu tempo de fazer nada. Só vi a hora que desligou tudo, arrancar tudo os telhados, voar telhas, tudo”, relatou Valmir Stol. A sirene de alerta tocou em Santa Cruz do Sul. O rio parou de subir antes de alcançar as casas, mas famílias deixaram a área por precaução.
Rio Uruguai sobe em Uruguaiana
Na fronteira com a Argentina, o Rio Uruguai continua subindo em Uruguaiana. Cinquenta pessoas já deixaram as casas e mais famílias se preparam para sair. “Já tá perto de casa, né. Já tamo esperando as coisa e vamo começar a montar barraca hoje. Vamo ter que sair, não adianta. O rio quando vem não dá pra esperar, né”, afirmou Thiago Prates.



