Secretário de Avaré exonerado após condenação e agressão
Secretário de Avaré exonerado após condenação e agressão

O secretário de Gestão Pública de Avaré (SP), Wellington Oscar Murbach, foi exonerado pela prefeitura do município. A decisão foi publicada no Diário Oficial Municipal na sexta-feira (31). Wellington já havia sido condenado por crime de ódio e é investigado por agredir a companheira em 17 de novembro de 2025. Ele foi liberado durante audiência de custódia na época do ocorrido.

Salário e benefícios após a prisão

Desde então, o secretário recebia um salário de R$ 7,2 mil, conforme o Portal da Transparência municipal. Além disso, depois da prisão, a prefeitura chegou a depositar um vale-alimentação de R$ 1 mil, ainda em novembro de 2025.

Acusação de agressão

Segundo a polícia, a vítima, uma mulher de 35 anos, relatou ter sido agredida e ameaçada pelo homem. Ela pediu medida protetiva de urgência para impedir que ele se aproxime ou tente contato com ela. O casal foi levado à delegacia e passou por exame de corpo de delito. Segundo a polícia, Murbach negou as acusações, mas os exames confirmaram lesões leves em ambos. Ele foi solto em audiência de custódia no dia seguinte e condenado a cumprir medidas cautelares alternativas à prisão.

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O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Avaré para outros esclarecimentos, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Condenação em 2022

Wellington Murbach já havia sido condenado a dois anos em regime aberto pela Justiça ao incitar discriminações nas redes sociais. Na sentença, à qual o g1 e a TV TEM tiveram acesso, o secretário publicou incitações e ofensas contra nordestinos após as eleições presidenciais de 2022. "Tem que quebrar na porrada essa gente escrota, não tem mais diálogo, não. Se quiserem te ferrar, faça como eu: vá para cima e arrebente na porrada. O crime compensa mesmo", disse o secretário nas redes sociais.

Justiça e punição

À época, Murbach admitiu as ofensas à Justiça e alegou ter feito as postagens de forma impulsiva. O juiz responsável pelo caso, Leonardo Labriola Ferreira Menino, entendeu que as mensagens configuraram como discurso de ódio e ultrapassaram os limites da liberdade de expressão. Ainda conforme o documento, o secretário teve a pena de prisão de dois anos em regime aberto substituída por prestação de serviços à comunidade, em horários que não prejudicassem sua rotina de trabalho.

Também foi determinado o pagamento de prestação pecuniária equivalente a dois salários mínimos - cerca de R$ 3 mil, além da multa já aplicada, no valor de R$ 404.

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