Os rodoviários do Rio de Janeiro rejeitaram por unanimidade a proposta de reajuste salarial de 5% e aumento de 6% na cesta básica oferecida pelo Rio Ônibus, mantendo o estado de greve. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, 23 de julho de 2026, após audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que não avançou.
Proposta rejeitada e próximos passos
A categoria considerou insuficiente a oferta patronal, que previa reajuste salarial de 5% e aumento de 6% no valor da cesta básica. Segundo o sindicato, a proposta não atende às demandas dos trabalhadores, que enfrentam perdas salariais acumuladas nos últimos anos. Com a rejeição, o sindicato passará a negociar diretamente com cada empresa do consórcio Rio Ônibus, abrindo a possibilidade de paralisações pontuais por empresa.
Busca por direitos trabalhistas
Além da pauta salarial, o sindicato dos rodoviários anunciou que buscará na Justiça o cumprimento das pausas de 30 minutos, conhecidas como 'tempo de placa'. Esse período é previsto em acordo coletivo, mas, segundo a categoria, não vem sendo respeitado pelas empresas. A medida visa garantir condições de trabalho adequadas para os motoristas e cobradores.
Impactos para a população
No terceiro dia de greve, passageiros enfrentam pontos e ônibus lotados pela manhã, especialmente em regiões como São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. A paralisação afeta milhares de usuários do transporte público, que dependem dos ônibus para se locomover. O sindicato não descarta novas paralisações se as negociações não avançarem.
A greve dos rodoviários ocorre em meio a um cenário de inflação elevada e aumento do custo de vida, o que tem pressionado as negociações salariais em diversas categorias. O Rio Ônibus, por sua vez, alega dificuldades financeiras e limitação para conceder reajustes maiores.



